segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Carta de Zé Celso a Cid Gomes

Essa é maravilhosa e explica tudo

"Ió! Governador Brilhantemente Reeleito do Ceará
Cid Gomes
Desde seu 1º GOVERNO, em 2009, em que se iniciaram, dia 1º de junho, as COMEMORAÇÕES DO 1º CENTENÁRIO DO THEATRO JOSÉ DEALENCAR, o Teatro Oficina Uzyna Uzona, de SamPã, foi convidado pelo então Secretário da Cultura e principalmente pelas sacerdotizas zeladoras desta OBRA DE ARTE DE CEM ANOS: Isabel Gurgel, e SiLêda a participar destas COMEMORAÇÕES com as AS “DIONIZÍACAS”.
“AS DIONIZÍACAS” são quatro peças, que foram o ano passado apresentadas de GRAÇA ao Público de 8 capitais brasileiras sobPATROCÍNIO DO MINC, em 8 diferentes ANFITEATROS DE ESTÁDIOS, por nós contruídos, para 2.000 pessoas, em bairros populares, pra onde corriam as elites culturais das cidades.
Mas não vamos fazer assim aqui em Fortaleza. Vamos realizá-las noTHEATRO JOSÉ DE ALENCAR, comemorando seus 100 anos, fazendo da própria Arquitetura do Teatro, o Cenário das peças, considerando oTHEATRO JOSÉ DE ALENCAR como OBRA DE ARTE.
Temos na nossa Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona duas linhas de trabalho:
1ª – em Anfiteatros de Estádio 2ª – em Obras de Arte
O Teatro Oficina, como o Theatro José de Alencar, é tombado também pelo IPHAN, e é tambem uma Obra de Arte criada por um dos maiores “arquitetos” do século XX: Lina Bo Bardi. Ela fazia questão que a qualificassem como “arquiteto”. Lá o próprio espaço é tomado como Cenário de nossas peças.
Iniciamos AS DIONIZÍACAS em nosso Espaço Obra de Arte e depois adaptamos AS DIONIZÍACAS para 8 Pontos Urbanísticos Populares, em cada capital, dentro da linha em que buscamos as MULTIDÕES, num retorno ao momento mais poderoso da Arte-Feitiçaria do Teatro: o doTEATRO para TODA A CIDADE: “O ANFITEATRO DA TRAGÉDIA GREGA” com as peças-ritos, que chamamos nossas ÓPERAS DE CARNAVAL DA TRAGYCOMÉDIORGYA.
Estas peças serão RECRIADAS ESPECIALMENTE para o José de Alencar:
1 – “TANIKO”, um NÔ BOSSA NOVA TRANS ZEN IKOantropofagiando o Antigo Teatro Budista Japonês: o NÔ comido pela YOGA REQUEBRADA DA BOSSA NOVA DE SÃO JOÃOGILBERTO, iniciando a viagem das DIONIZÍACAS docemente, com esta peça para crianças de todas as idades.
2 – “ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR – CACILDA!! – 2ª peça daTEATRALOGIA CACILDA!, CACILDA!!, CACILDA!!! (TBC),CACILDA!!!! (TCB). Esta segunda peça das DIONIZÍACAS revive Cacilda Becker dos 20 aos 28 anos, iniciando sua carreira de Atriz Matriz do Teatro Brasileiro Contemporâneo, no Rio de Janeiro, ainda Capital do Brasil, nos férteis anos 40.
Nestes tempos em plena 2ª Guerra mundial formou-se a geração da Cultura que iria construir o BRASIL poderoso dos dias de hoje: Oscar Niemeyer, Villa Lobos, Cacilda Becker, Sérgio Cardoso, Grande Othelo, Darcy Ribeiro, Oswald e Mário de Andrade, Maria della Costa, Jardel Filho, Portinari, Bidu Sayão, Jorge Amado, Dorival Caymmi, e muitos outros criadores. Surgiram instituições como a RÁDIO NACIONAL, puxada por Emilinha Borba e Marlene, quando deu-se aMODERNIZAÇÃO DO TEATRO BRASILEIRO ainda em 1943 com Nelson Rodrigues encenado por Ziembinski em sua peça, “OVESTIDO DE NOIVA”, e Oswald de Andrade lançando seu “MANIFESTO DE TEATRO DE ESTÁDIO”.
Época em que se viveu a ALEGRIA DO FIM DA GUERRA, a instauração da DEMOCRACIA no BRASIL e o surgimento da famosa empresa cinematográfica ATLÂNTIDA, onde Cacilda Becker atuou como a 1ª TRÁGICA da empresa no filme com Grande Othelo “LUZ DOS MEUS OLHOS”.
3 – “BACANTES” – Origem do Rito Teatral de DIONÍSIOS, o deus do TEATRO, nossa 1ª ÓPERA DE CARNAVAL, em cartaz desde 1996. Nosso maior sucesso popular por replantarmosDIONÍSIOS, trazendo o Óbvio de que o TEATRO É TAMBÉM FILHO DE ZEUS, (porque não dizer aqui no Brasil, de DEUS) e não uma atividade descartável, enclausurada nos caros Palcos Italianos dos Shoppings , guetados por um Público consumidor dos ídolos de Novelas, que perdeu o ELO DA ARTE AO VIVO DO TEATRO COMO SEU PODER MÁGICO SAGRADO.
4 – “O BANQUETE”, de PLATÃO E SÓCRATES, numa INVERSÃO EM VERSOS, MÚSICA, COM A SABEDORIA DA INSÂNIA DO “AMORCORPO-ALMA”, SERVIDA COM VINHO NUMA GRANDE MESA PISTA CERCADA DE COLCHÕES E ALMOFADAS. O Mito do amor sem a sexualidade que os monges da Idade Média transmitiram na tradução traidora do famoso “Symposium” de Platão como “Amor Platônico” somente espiritual, aqui, agora, é desmistificado e revelado como “AMOR ALMA E CARNE.”
Na Agenda do Theatro José de Alencar temos datas de 16 a 26 de Janeiro desde o ano passado. Chegaremos nós, os 60 atuadores do Oficina Uzyna Uzona dia 16, no próximo domingo e recriaremos especialmente para este espaço do José de Alencar, tratado como OBRA DE ARTE, a partir de nossa chegada, as “DIONIZÍACAS”.
Essas peças-ritos DIONIZÍACAS queremos fazer diferentemente noTHEATRO JOSÉ DE ALENCAR:
- como fizemos por exemplo na PAMPULHA, “O BANQUETE”, no antigoCASSINO, hoje MUSEU, às 15h, deixando o SOL e o JARDIM de BURLE MARX VAZAR ALÉM DOS VIDROS DE NIEMEYER.
- como em INHOTIM, O GRANDE MUSEU AO AR LIVRE NAS MONTANHAS DE MINAS, NO LUXO DA FLORESTA TROPICAL , onde encenamos o “MANIFESTO ANTROPÓFAGO” de Oswald de Andrade na OBRA “MAGICSQUARE”, de Hélio Oiticica, contracenando com o SOL das 15h até sua desaparição no horizonte.
- como na BIENAL de SAMPÃ, onde fizemos uma INVERSÃO DO “BAILADO DO DEUS MORTO”, de Flávio de Carvalho, que batizamos de “EXPERIÊNCIA Nº 6”, no HIMALAYA de OSCAR NIEMEYER, ainda a coisa mais bela da Bienal do ano de 2010.
Pois então, vamos montar as DIONIZÍACAS PARA EXALTAR O TEATRO JOSÉ DE ALENCAR .
Parte do PÚBLICO se acomodará em arquibancadas no PALCO, parte naPLATEIA E CAMAROTES, onde o CICLORAMA, através das câmeras de filmagem e dos VÍDEOS, criarão um ANEL MÁGICO VIRTUAL E ATUAL,CIRCULAR , com a PLATÉIA, AS FRISAS CAMAROTES,o ARCO ART NOUVEAU Q MARAVILHA O ESPAÇO e o TETO. As duas partes , a dos sentados nas Arquibancadas e aos na Platéia e Frisas, confrontar-se haõ .
As CORTINAS VERMELHAS ENTRAM A EM CENA COMO PERSONAGENS e nós os ATUADORES, ATUAREMOS por todo espaço, com o PUBLICO ATOR PRESENTE E VISIVEL, EMOLDURADO NA ARQUITETURA NOBRE DO THEATRO.
CENAS DE CINEMA AO VIVO ,VÃO ACONTECER NAS ARVORES BURLE MARXIANAS MAXIMAS DO JARDIM.E tudo que nossa Imaginação criadora, excitada na presença deste TERRITÓRIO CÊNICO VAI CRIAR PARA SER ELE ,O JOSÉ DE ALENCAR DE IRACEMA E DO GUARANI A GRANDE ESTRELA DESTAS DIONIZÍACAS.
Na madrugada de 4ª feira fui acordado pelo TROVÃO que abria o ano deIANSÃ e sua FALANGE DE ORIXÁS FÊMEAS. Esse foi NOSSO REVEILLON, NOSSO ACORDAR PARA O ANO NOVO. Acordamos e fomos: RODERICK HIMEROS o ator mais recentemente chegado ao OFICINA UZYNA UZONAe eu, para o THEATRO JOSÉ DE ALENCAR, em COMPANHIA DAS GUARDIÃS DESSE LOCAL SAGRADO: ISABEL GURGEL, SILÊDA, e o jovem Artista de Teatro cearense, THIAGO ARRAES. Namoramos muito o local do crime.
No fim daquela tarde encontramo-nos com SECRETÁRIO DA CULTURA PROFESSOR PINHEIRO que recebeu muito serenamente nosso entusiasmo, tendo nas mãos o PROCESSO que já conhecia e imediatamente nos disse que passaria para as mãos de V. EXCIA GOVERNADOR CID GOMES, afirmando que no dia seguinte, o de Reis, dia 6 de janeiro, nos daria a resposta da possibilidade praticamente certa de realizarmos este grande ACONTECIMENTO CULTURAL nas datas previstas.
Expusemos ao Professor que terminamos nossas atividades em SAMPÃ gloriosamente ocupando o EX-ESTACIONAMENTO DO BAÚ DAFELICIDADE que SILVIO SANTOS depois de 30 anos de Guerra, decidiu nos emprestar.
O TEATRO OFICINA FOI TOMBADO PELO IPHAN como PATRIMÔNIOARTÍSTICO E CULTURAL DO BRASIL e a parecerista JUREMA MACHADO, CONSELHEIRA DO IPHAN E DA UNESCO, recomendou que o entorno doTEATRO SEJA COMPRADO OU DESAPROPRIADO PELO MINC para que aASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA POSSA COMPLEMENTAR O PROJETO “DO ARQUITETO” LINA BO BARDI, FAZENDO DO TEATRO OFICINA, UMA RUA DE PASSAGEM PARA UM “TEATRO DE ESTÁDIO”,UMA “UNIVERSIDADE POPULAR ANTROPÓFAGA”, UMA ÁREA VERDE: uma “OFICINA DE FLORESTAS” QUE CONTAGIE E REVITALIZE O BAIRRO DO BIXIGA CENTRO PERIFÉRICO POPULAR COSMOPOLITA E BOÊMIO DE SAMPÃ.
Os 60 ARTISTAS E TÉCNICOS QUE FAZEM AS DIONIZÍACAS ESTÃO emSEMI-FÉRIAS, desejando fazer as “DIONIZÍACAS” na PAUTA MARCADA NO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR.
Até o final da semana que passou não obtivemos resposta, o que compreendemos dado aos trabalhos de implantação de seu NOVO GOVERNO.
Mas precisamos de uma decisão no início desta semana, pois osARTISTAS DO OFICINA UZINA UZONA também entram num NOVO GOVERNO neste ano 1 da 2ª década do 3º MIlênio.
Vamos neste 2011 construir com todo o BRASIL uma NOVA INFRA para que possamos juntamente com a INFRA DO BRASIL CONSTRUIR OS ESTÁDIOS DA COPA, DAS OLIMPÍADAS e criar uma nova INFRA PARA A CULTURA, O TEATRO BRASILEIRO E MUNDIAL FAZENDO SURGIR A EPIFANIA DO 1º ANFITEATRO DE ESTÁDIO DE NOSSO TEMPO.
Vamos ter férias depois de um ano de trabalho transhumano e logo depois iniciar NOVAS PEÇAS-RITOS e principalmente a OBRA DE ERGUER NOSSA OCA, este 1º ANFITEATRO DE ESTÁDIO DE NOSSO TEMPO.
NESTE MOMENTO, ESTAMOS PRONTOS, COM AS DIONIZÍACASENGATILHADAS PARA QUE SE REALIZEM NESTES 1ºs DIAS DE SEU GOVERNO.
ATRAVÉS DESTA CARTA ABERTA, ESTAMOS QUERENDO MUNICIAR SUA AÇÃO COM O APOIO DE TODO POVO DO CEARÁ, DO BRASIL E DO MUNDO PARA Q NESTE TEMPO MÍNIMO, ESTE MILAGRE POSSA ACONTECER COMO PREVISTO.
NÓS MESMOS DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA, COMPRAREMOS AS PASSAGENS E SEREMOS REEMBOLSADOS E PAGOS DEPOIS DE REALIZARMOS NOSSO TRABALHO AQUI NO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR.
PORTANTO HÁ TEMPO DE MANEJAR-SE O DINHEIRO VIVO DO ORÇAMENTO.
ACREDITO QUE SOMENTE OS MILAGRES OPERADOS ATRAVÉS DE ATITUDES AUDACIOSAS COMO AS Q TEM MARCADO SEU 1º GOVERNOREALIZAM AS TRANSFORMAÇÕES QUE O BRASIL NESTE MOMENTO ESTÁ PRONTO PARA VIVER.
A CULTURA NÃO É MAIS SUPER ESTRUTURA COMO MARX DEFINIU EM SEU LIVRO: “O CAPITAL”. A INTERNET EXPLODIU AS VELHAS RELAÇÕESTABUS DO CAPITALISMO SELVAGEM E PREPARA O TERRENO PARA UMA SOCIEDADE ONDE O CAPITAL SEJA O DO DINHEIRO COMO UM BEM PÚBLICO. E A JUSTIÇA MAIS FORTE QUE AS VELHAS LEIS.
A DEMOCRACIA NO GOVERNO DILMA ANUNCIA A VIDA COMO INFRA-ESTRUTURA. ANUNCIA UM CAPITALISMO DEMOCRÁTICO EM QUE A“MACROECONOMY” SERÁ A SUPER ESTRUTURA, CRIADA EM FUNÇÃODO MEIO AMBIENTE PRESERVADO, AMPLIADO EM SUA RIQUEZA E DE UM CUIDADO DA VIDA QUE É ACIMA DE TUDO O SIGNIFICADO REAL DA PALAVRA CULTURA = CULTIVO, AGRICULTURA TAMBÉM DA ESPÉCIEHUMANA, QUASE EM EXTINÇÃO, ESCRAVIZADA À MAQUINA SEM DESEJO DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA.
CABE À CULTURA ESTOURAR OS TABÚS DAS VELHAS RELAÇÕESJUNTAMENTE COM A REVOLUÇÃO DIGITAL E GENÉTICA.
Estamos aqui agora, nestes dias, às portas de um MUNDO NOVO, para criá-lo.
Em nome “disto” peço que sintonize conosco, ARTISTAS DE TEATRO, CIRCO, DANÇA, CYBER TECNIZADOS, que somos responsáveis pelasARTES CÊNICAS, AS ARTES VIVAS AO VIVO E QUE TEMOS POR PROFISSÃO ANTENAR NOSSO CORPO COM O MUNDO QUE AÍ ESTÁOFERECENDO POSSIBILIDADES NUNCA SEQUER SONHADAS .
Como diz Cacilda Becker em “ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR –CACILDA!!” : “UM DIA O MUNDO VOLTARÁ A COMPREENDER O VALOR INCOMENSURÁVEL DO TEATRO
ESTE DIA CHEGOU.
A ARTE VIVA DO TEATRO É A DO PODER DA ESPÉCIE HUMANA DE TRANSUMANIZAR-SE, MUDAR A SI MESMO E ÀS ESTRUTURAS QUE AINDA AGRILHOAM NOSSO CRESCIMENTO.
CONTO COM SUA ESPERTA PERCEPÇÃO.
O drama acabou.
Assim começa a TRAGICOMEDIORGYA
José Celso Martinez Corrêa
diretor há 52 anos do Teatro Oficina Uzyna Uzona
EVOÉROS"

Mais informações :
teatrooficina.uol.com.br
(carta reirada de lá)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Zé Celso em Fortaleza

Foto de José Celso Martinez
Sabe que nem imaginava que esse dia iria chegar?
Mas está chegando, e eu aqui aguardando ansiosamente
José Celso Martinez, criador do Teatro Oficina de São Paulo, aonde apresentou uma nova forma de fazer teatro, totalmente ousada e com ares de orgiásticos,  o diretor de obras-primas do teatro brasileiro como Os Sertões, Cacilda, Roda Viva, Pequenos Burgueses...são espetáculos que chegam a seis horas de duração aonde o público interage com o espetáculo e o espetáculo necessita do público. Quebra com a estrutura tradicional de palco e platéia. Quando não se apresenta no teatro oficina, o grupo costuma utilizar espaços públicos e anfiteatos. Mas considerando o centenário do Teatro José de Alencar e vendo sua estrutura como obra de arte, Zé Celso resolveu utilizar a estrutura do TJA, fazendo assim algumas modificações no espetáculo
Aqule teatro vai virar de cabeça pra baixo porque no palco provavelmente ficará parte do público, enquanto que a peça segue por entre as cadeiras, corredores, jardins...Imperdível. Separe seis horas do deu dia para ver José Celso.
Mas o melhor eu ainda nem contei:
Nós aqui podemos participar. O teatro, em comemoração de seus 100 anos (ainda) trouxe os espetáculo e mais três oficinas feitas por Celso
Isso mesmo! Vou conhecer o cara. Nem sei, to aniosa...sério...esperando o ia chegar
As oficinas são : Atuação/Direção/Música(80 vagas), Figurino(40 vagas, uma delas minha, claro) e Direção de Cena(40 vagas). A primeira oficina começa amanhã e ainda tem vaga para todas elas. É só correr até o anexo do Teatro, que fica ao lado da entrada principal e fazer a inscrição, que é por número de vagas. O pouco que vi sobre o curso de figurino, diz que os prticipantes precisam ter habilidades manuais, ou seja: vamos pôr a mão na massa! E provavelmente os participantes do curso ajudarão na montagem das peças que serão apresentadas no teatro a partir do dia 26, que é uma série de quatro espetáculos (se não me engano) que compõem a saga "Dionisíacas".
Emoções a mil, é sério, não queria morrer sem ver uma peça do cara e agora ele tá aqui pra me ensinar!

Imagem de As Dionisíacas encenada em Salvador
E aqui nosso lindo e centenário Teatro, demonstando o porque titio Zé vai abrir uma exceção. Aliás, para estar aqui, ele comprou 60 passagens antecipadas esperando o reembolso do titio Cid Gomes, que tá embromando pra apoiar esse projeto. Prefere construir prisões pra peixes...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dzi Croquettes

Primeira postagem do ano e não venho com qualquer coisa não.
Hoje a dica é um documentário brasileiro que assisti ontem:

Dzi Croquettes conta a história de um dos fenômenos mais importantes do Brasil, um grupo formado por treze homens nos anos 70 que iam aos teatros quebrar com todo aquele clima vigente na ditadura.
Como eles mesmo se definiam, "Nem homem. Nem mulher. Gente." E essa gente que se vestia de uma maneira espetacular ,fazia danças, músicas e performances espetaculares, conseguiram por um bom tempo confundir a censura e levar um espetáculo totalmente libertário aos palcos.
Inspirados no Glam Rock, usavam maquiagem, muito glitter sob os corpos à mostra, saia, salto alto e corpos peludos e esculturais. Com certeza foram a grande inspiração pra o grupo Secos e Molhados e mais tarde Ney Matogrosso e pra Caetano Veloso...entre muitos outros que contribuem com maravilhosos depoimentos no filme, com Cláudia Raia, Bete Faria, Pedro Cardoso, Elke Maravilha, Nelson Motta, Gilberto Gil...  



Depois de problemas com a censura, o grupo que aqui no Brasil fazia grande sucesso, fez uma viagem à Europa. Na França conhecem uma atriz que se tornaria sua grande madrinha e abriu as portas pro seus sucesso europeu: nada mais nada menos que Liza Minelli, a eterna Sally Bowles de Cabaret.
Liza leva o grupo à imprensa e aos olhos de grandes estrelas do momento, como Mick Jagger, só pra citar um exemplo. Hehheh.

E euzinha aqui, até assistir esse bendito documentário não conhecia os caras. Que são sim, não se pode negar, uma das maiores fontes inspiradoras para o teatro alternativo, as perfórmances, principalmente no que se refere à cultura gay. E acho que não estarei se exagerando se te disser que pode te sido de grande influência pra filmes como Rocky Horror Picture Show. 
Então, quero agradecer à Tatiana Issa,  atriz e filha de um dos integrantes do grupo, que dirigiu  o filme em conjunto com Raphael Alvarez e trouxe para nós que não conhecíamos, a oportunidade de conhecer esse grupo que NÃO pode passa despercebido por nós brasileiros. Não podemos deixar que os gringos os conheçam melhor do que nós, afinal, foi daqui que eles vieram e trouxeram a inspiração.
O documentário é de 2009 e já ganhou diversos prêmios aqui e nas terras gringas.
Mais que merecido, afinal, "Bicha não morre. Vira Purpurina".


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sacolinhas do Amiversário

Hoje vou apresentar pra vocês o que tem ocupado meus dias...
Estou fazendo as sacolinhas de lembrança pro aniversário da minha baby,
O tema é Piquenique da Vavá e o aniversário será no passeio público.
Dentro das sacolinhas terá uns Sketch Books que eu também estou fazendo e lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cola colorida...nada de bombom!


As sacolas foram feitas de TNT, eu mesma costurei e cortei e têm aplicação de tecidos com estampas de frutas, que foi bem difícil de encontrar, mas depois de fuçar muito achei esses aí na Tecido e Cia, lá no centro.
To pensando em fazer a roupinha dela com o tecido de limão



domingo, 19 de dezembro de 2010

Cinema com comida

Como já falei, ando na paixão por gastronomia...
E unindo a paixão mais antiga, que é por cinema, hoje vou dar dicas de filmes que fazem homenagem à arte de cozinhar

1- O Tempero da Vida ( 2003)
País de Origem: Grécia
Direção: Tassos Boulmetis

Assisti a um tempo, mas posso dizer que é um delicioso filme pra quem quer se encantar ou já é encantado com a arte da gastronomia, que, segundo o próprio filme, é palavra derivada de astronomia
Depois de adulto, Fanis retorna à cidade  onde passou sua infância e relembra a velha loja de temperos de seu avô.
Daí, uma verdadeira lição sobre a vida e seus temperos.
"Que importa se não vermos o sal, se a comida é saborosa", ou, "se quer que a conversa flua melhor, coloque comidas com molho"
Uma verdadeira homenagem à caneha, à noz-moscada, à pimenta, açafrão, tomilho...hum..,pra dar água na boca.

2- O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante (1989)
Um filme de Peter Greenway
País de Origem: Reino Unido/França


Eu diria que esse filme não é assim tão agradável a todos quanto o primeiro, mas está na minha lista de filmes favoritos, uma verdadeira obra de arte em cinema, imagens e histórias... É preciso ter estômago em algumas de suas cenas.
Mas é também um banquete para olhos, com figurino obra-prima de Jean-Paul Gaultieur e fotografia de Sacha Vierny. É incrível as mudanças na iluminação, que modificam as cores do ambiente e figurino.

Amante da comida, o gângster Albert Spica janta todas as noites em um restaurante acompanhado de suas capangas, quando sua mulher, cansada de suas grosserices, resolve arranjar uma forma de passar o tempo enquanto seu marido enche a pança, ganhando a cumplicidade de todos os funcionários do restaurante.
Além de tudo, o filme é uma celebração ao ato de comer e um maravilhoso retrato do funcionamento de um restaurante, apesar de altos toques de surrealidade.

3- Estômago (2007)
Direção: Marcos Jorge
País de Origem: Brasil
Um dos melhores e mais divertidos filmes brasileiros dos últimos tempos. Maravilhoso elenco, com João Miguel, Fabiula Nascimento e Paulo Miklos, o film conta a história de um nordestino que vai ganhar a vida em São Paulo e se descobre um grande "gourmet". Arranja uma grande fã muito boa de boca e dá altas lições sobre o alecrim.

4- Ratatouille (2007)

Pixar
País de Origem: Estados Unidos


Animação que conta a história de um rato que sonha em ser chefe de cozinha e vai parar logo nos esgotos abixo de um grande restaurante francês

5- A Festa de Babette (1987)
Direção: Gabriel Axel
País de Origem: Dinamarca

Vou te confessar que esse eu nunca assisti, mas que isso é um verdadeiro pecado. Minha mão, que também cozinha e tem resaturante simplesmente AMA esse filme e já fez altas festas de Babette. 
O filme fala sobre uma mulher que, fugindo da Comuna de Paris, acaba trabalhando na casa de duas mulheres na Dinamarca, quando descobre que ganhou na loteria e decide fazer uma grande festa com maravilhas da culinária francesa. Tenho que assistir.

6- Sideways - Entre umas e Outras (2004)
Direção: Alexander Payne
País de Origem: Estados Unidos/ Hungria
Não mais, comida, dessa vez, esse filme tem tudo a ensinar sobre a arte de pareciar um ou uns bons vinhos


Por hoje é só.
Alguém tem mais uma dica?





sábado, 18 de dezembro de 2010

Cyclone II (Ensaio)

Posto aqui o ensaio que escrevi em conjunto sobre a Cyclone



Bandidismo Por uma Questão de Classe
Chico Science & Nação Zumbi

Há um tempo atrás se falava de bandidos
Há um tempo atrás se falava em solução
Há um tempo atrás se falava em progresso
Há um tempo atrás que eu via televisão

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate
Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala"

Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente
E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate
Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala"

Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente
E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido

Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade
Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade

Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ- UFC
INSTITUTO DE CULTURA E ARTE – ICA
CURSO DE ESTILISMO E MODA







LAURA NEFITALI
MEIRIANE NASCIMENTO
SÁLVIA BRAGA PINHEIRO




CYCLONE – A MARCA COMO DEMONSTRAÇÃO DE PODER E SIMBOLISMO NAS PERIFERIAS DO BRASIL













 FORTALEZA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010










CYCLONE – A Marca como Demonstração de Poder e Simbolismo nas Periferias do Brasil.




Introdução

A desigualdade social é um dos aspectos mais visíveis por todo o vasto território brasileiro. Existe uma minoria que concentra uma grande parte da renda, enquanto que a maioria vive em situação de dificuldades financeiras ou mesmo de miséria.
Como diz a letra de uma música do Lobão intitulada Revanche, “A favela é a nova senzala”, lugar onde mão-de-obra do sistema capitalista dorme, depois de cumprir uma longa jornada de trabalho.
Nas teorias do sociólogo Pierre Bourdieu, encontramos conceitos como o da Violência Simbólica, que é exercido diariamente nessa guerra aparentemente imperceptível, a guerra das classes sociais, cujas minoria dominante subjuga a maioria dominada.
Toda essa violência simbólica causa diversas reações nas classes oprimidas, a mais comum é o desejo de alcançar certo status através da posse de objetos ostentatórios. O principal e mais primordial é a roupa. Vê-se um movimento muito grande das massas em busca de consumir cada vez mais. O poder de consumo tem proporcionado a essas massas um gosto de alcance, de vitória.
Mas não é somente desejo, o resultado de toda essa violência.  Sabe-se que as condições de trabalho oferecidas à massa de trabalhadores não é das melhores, e não tem mudado muito daqueles tempos do engenho para agora. Para as mulheres, continuam os trabalhos de cuidar de casa, já que a “patroa” não está acostumada com esse tipo de serviço. Para os homens, construção civil, carregar peso ou fazer os mesmos movimentos repetitivos em uma fábrica com condições desumanas. E o salário é inversamente proporcional à quantidade de trabalho. Trabalha-se muito para ganhar muito pouco.
Esse sistema tem causado a uma parcela de habitantes da “nova senzala” uma revolta, um escape desse sistema por meios também violentos, mas dessa vez, a violência não é simbólica, é física mesmo. Essas pessoas, geralmente jovens, já que seu tempo de vida é curto, tem recorrido a fugir dessa exploração trabalhista e tem sido mão-de-obra para o mundo do crime, atividade perigosa, porém, bem mais lucrativa que as outras oportunidades de trabalho para eles restantes.
Segundo relatos colhidos no documentário “Favela Rising” (2005), um “funcionário” de médio escalão do tráfico de drogas no Rio de Janeiro ganha cerca de dois mil reais por semana.
Esses meninos, que por muitas vezes cultivaram desejos, sonhos, vêem em atividades como o tráfico a oportunidade de mudar seu futuro, sua realidade, além de se inserirem em um grupo social organizado e atingirem certo prestígio dentro de suas comunidades.
Cria-se todo um mito em torno da figura do criminoso no interior das periferias, onde eles adquirem uma imagem de vencedores ou mesmo de heróis daquele local. Muitos meninos da favela, ao serem perguntados o que querem ser quando crescer não demonstram dúvida: bandido.
A partir desse contexto, temos o inicio da tentativa de diferenciação dos demais na busca por uma identidade e pela demonstração poder. Uma das principais diferenciações se faz através do vestuário, e então observaremos o quanto a marca “Cyclone” está inserida na vida desses jovens.


A Cyclone


A marca Cyclone existe desde 1984, quando o surfista Roberto Valério em viagens à Austrália e Hawaí, sentiu a necessidade de criar uma marca voltada para o surf wear legitimamente brasileira, hoje a Cyclone possui 30 linhas de produtos. A marca visava como público os surfistas brasileiros, mas caiu no gosto de moradores das periferias, freqüentadores de bailes funks, integrantes de torcidas organizadas e membros de facções criminosas, sendo hoje um identificador social. Geralmente os jovens à margem da sociedade usam Cyclone como forma de demonstrar quem são e de onde vêm.
Em uma pesquisa feita através de depoimentos pela internet – sim, grande parte deles tem acesso à internet – podemos perceber a importância da roupa na vida dessas pessoas. Ela tem a capacidade de demonstrar o poder sem que eles precisem abrir a boca, portanto, é um meio de comunicação poderosíssimo.
Segundo o depoimento de um blog fornecido pelo usuário 1domorro, nos anos 90, a facção criminosa Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, escolheu algumas roupas de marca para seus adeptos vestirem. A Cyclone foi a preferida, pelo fato de ser bastante cara e também por suas iniciais, CY, que quando escritas pareciam as iniciais da facção, CV(Comando Vermelho). Assim, começou a ser usada por pessoas que consentiam com a facção e foi se espalhando por outros locais do país.
A marca utiliza-se do rap e do funk como formas de mídia. Uma das letras diz repetidamente em formas de batidas do funk: “Andamos de Cyclone da cabeça aos pés”. Uma blusa da Cyclone custa cerca de cem reais, enquanto que as blusas de seus concorrentes variam entre vinte cinco e cinqüenta reais. A bermuda custa quase duzentos reais, e o boné, acessório essencial na composição dos usuários da marca, custa até quatrocentos reais. A conclusão é que para usar é preciso poder, quer dizer, é preciso dinheiro, que, no mundo capitalista em que vivemos, tem sido sinônimo de poder.
Segundo os usuários da marca, usá-la é uma forma de impor respeito. De acordo com chokito, “Cyclone não é marca de ladrão, agora, fazer o que se ladrão gosta de coisa boa?. Outro usuário complementa dizendo que: “O ladrão tem para gastar”.
Esteticamente e ideologicamente, a marca não tem conseguido se inserir nas camadas de classes mais ricas, por toda essa simbologia adquirida, que já é bastante forte.
             Bell diz que, a Cyclone os play respeita e passa mal, demonstrando assim que a marca tem causado certo incômodo à uma classe que teria condições de possuir a roupa mas que não adere por ter sido adotado por um público de classe oposta, independente da posse do dinheiro.
A roupa acaba exercendo certo medo em outras camadas da população, já que existe a imagem de que é roupa de criminoso e de que foi comprada através da exerção de atividades ilegais e criminosas como o roubo ou o tráfico. Alguns depoimentos que recebemos,em defesa aos que usam, diz que “Cyclone não é roupa de bandido, é a moda da gueto, e,com toda discriminação, impõe respeito.” Outro garoto diz que quando veste a Cyclone, se sente o rei.
Em relação a esses simbolismos que a moda lança na sociedade, Lipovetsky (2005), diz que: “ Ela (moda) não é mais tanto um setor específico e periférico, quanto uma forma geral em ação do todo social. Estamos imersos na moda um pouco em toda parte(...)”.

Conclusão
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            O consumo da marca Cyclone por pessoas da periferia evidencia um fenômeno cultural da sociedade de consumo vigente, o jovem se sente seduzido por todo aquele universo que o faz se sentir parte de algo, de um movimento, tendo pessoas que considera seus “semelhantes”, vivendo da mesma forma que a sua. Sentem-se aceitos dentro de um grupo, utilizando a marca para legitimar a identidade e trazer poder, simbolizando uma ascensção social, que, apesar de obtida através de meios marginalizados pela sociedade, é aceito dentro do grupo.
            “ A cultura é compartilhada socialmente e necessita que seja aceita pela maioria da sociedade. Isto resulta que os indivíduos que não possuem certos aspectos culturais podem assumir o risco de serem rejeitados(...)” Faggiani,(2006)
            Assim, para se sentir parte, para que sintam que também estão consumindo e que também são cidadãos e que fazem parte da sociedade, esses jovens demonstram suas revoltas contra esse sistema, mesmo que inconscientemente, e ainda aderem à sua forma,às suas escolhas, adotando uma marca como forma de se identificar entre si e para os outros, com todo um significado em torno, principalmente no que se refere à status financeiros.
            Mesmo não consentindo com o comportamento desses jovens, acreditamos que tudo seja resultado de uma má formação social, já que eles também têm desejos como todos os outros, e, diferentemente de alguns outros, nascem em meio à criminalidade, com a falta de um panorama adequado para que possam mudar suas realidades. Como diz a letra de Chico Science & Nação Zumbi, o bandidismo é gerado por uma questão de classe. Esse sentimento de inferioridade diante de outros membros da sociedade gera neles uma revolta. Como são vulneráveis e cultivam desejos, acabam arriscando suas vidas na perigosa atividade criminosa, que gera lucros, porém tira muitas vidas.


Bibliografia

BOURDIEU,Pierre. A Distinção. Ed. Zahar, SãoPaulo, SP, 2008
FAGGIANI, Kátia. O Poder do Design, da Ostentação à Emoção. Ed. Thesaurus, SãoPaulo,SP, 2006.
LIPOVETSKY, Gilles. Império do Efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. Ed. Companhia das Letras. São Paulo, SP, 1989
RIBEIRO, Darcy,O Povo Brasileiro.Ed, Schwarcz, São Paulo, SP. 2008
Sites:
PINHEIRO, Sálvia. euseieuvietal.blogspot.com/2010/09/cyclone.html . Fortaleza, Ce, 2010
Filmes:
Direção: Matt Mochary e Jeff Zimbalist. Favela Rising. Rio de janeiro, RJ. 2005

My Funny Valentine

Oii
Meu blog, assim como meu orkut...tudo em estado de abandono...to preferindo viver a sentar em frente a essa tela...
Mas como já estava afim de fazer isso a um tempo e hoje estou aqui, faço uma homenagem a minha Funny Valentine
E acho que nos próximos dia vocês ainda vão me ver babando muito...estou organizando o aniversário dela, minha filha Valentine, que é no dia 1° de Janeiro e quero ir apresentando por aqui minhas criações pra festinha- é que eu, louca, decidi fazer tudo - costurei as sacolinhas da lembrancinha, vou fazer sketch books pra botar dentro..até nos quitutes vou me arriscar...to numa fase assim gastronomia....mas enfim...ao prometido:
Primeiro era eu e uma "melancia" na barriga
Depois o "Papai Iheiel" nos trouxe um presente
E aí chegou minha Valentine
Que era a coisinha mais delicada que eu já havia visto
E aí ela foi crescendo...
E ficando bem godinha e cheia de titios...
(aí 2 solteirões e um bebê)
Carismática desde sempre
Foi ganhando pessoas que fazem parte de sua vida
Conquistando movimentos...
Se segurando em pé
Comemorando o primeiro aninho em meio aos fogos de jericoacoara
A mais linda bailarina

A mais amável conquistadora
A minha menina
Companheira de vida

A minha fadinha

Te amo baby !