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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Tupac Amaru



(...) Enquanto este livro era produzido, Tupac morria em consequência de ferimentos à bala recebidos quando assistia à luta de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon, em Las Vegas. Ele foi  atingido enquanto dirigia um carro onde também estava o co-fundador e presidente de Death Row Records(...). Mesmo que ele se gabasse da vida dura no bairro, levasse "vida de bandido" e ostentasse tatuagens de metralhadoras AK-47 no abdômem, seu sucesso "Dear Mama", indicado para o Grammy em 1995, era uma balada cheia de ternura, escrita para sua mãe. A mãe deTupac, Afeni Shaku, foi membro dos Panteras Negras e estava grávida de Tupac quando cumpriu pena sob acusação de planejar a explosão de lojas de departamentos e delegacias de polícia. Assim ele cantava: "Mesmo sendo viciada em crack, ela sempre foi minha raínha negra". O nome Tupac Amaru vem de um chefe inca do século XVI e significa "serpente que brilha". Tupac Amaru foi o último líder inca a ser derrotado pelos espanhóis, sendo executado em 1572. O movimento revolucionário Tupac Amaru, liderado por Nestor Cerpa Cartolini, mantém, atualmente, centenas de diplomas internacionais como reféns, na embaixada japonesa em Lima, Peru."





MCLAREN, Peter. Pedagogia Gangsta e Guetocentrismo: A Nação Hip-Hop como uma Esferas Contrapública. In Multiculturalismo Revolucionário: pedagogia do dissenso para o novo milênio. Ed. Artmed, Porto Alegre, 2000. (p.155 e 156)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sabe etnografia

Pois é, é isso aí que estou fazendo
Infeliz ou felizmente os meus pesquisados em sua maioria não sabem o que etno ou mesmo o que seja monografia,
mas apesar de estar pirando, de fechar os olhos e ver veludos,
estou me divertindo também com tudo isso
e hoje, quero postar aqui as fotos que fiz na Biruta
tentei ao máximo preservar identidades, não divulgar as fotos em meus perfis, facebook e tal,
mas coloco aqui porque sei que a maioria dos visitantes são desconhecidos e nem sequer moram na cidade
E essa etapa da pesquisa foi feita no show da banda Facção Central, na Biruta. Favela Crew desceu em peso! Cyclonizados total!







Tem muito mais, mas por hoje é só






terça-feira, 9 de agosto de 2011

Balada do Louco e eu numa crise de risos

Saíndo daquela vibe down da semana passada, meu final de semana me energizou e essa é uma semana feliz
A música de hoje é uma celebração ao ato de "ser louco", do disco Mutantes e seus Cometas no país dos Baurets. Curtam a capa, curtam a música, curtam a letra e depois curtam minha crise de risos tentando falar para as câmeras



sábado, 23 de julho de 2011

Mais uma se despedindo de nós


Poxa! Juro que não queria falar seguidamente de morte
Mas hoje mais uma mulher(zaça) morreu
ou sei lá se foi hoje, ou ontem
e vou dizer de novo que estou passada a ferro!
ainda não me destraumatizei da morte da kelly Cyclone e venho preparando um post de análise sobre isso
quando de repente as antenas do facebook me informam que Amy Winehouse não vive mais junto a nós
Uma das poucas músicas que se destacavam na nossa vazia contemporaneidade
Vai bem Amy! Encontre todos os meus ídolos que estão lá!
Ah! Quero pedir encarecidamente que as gata se cuidem que não quero noticiar mais a morte de nenhuma!!!
Eu vou fazer a minha parte pra ir só daqui alguns anos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

1º Festival Cearense de Hip Hop

Final de semestre meio pesado, mas já começo a sentir o cheirinho das férias
E não pretendo me dar muita folga, vou aproveitar as férias que estão chegando pra dar um gás maior na minha pesquisa sobre a Cyclone, vou passar uns dia indo pra loja Pranchão. Além disso, algumas coisas do meu projeto me levaram à pesquisas também com o Hip-Hop, aí fiquei sabendo do 1º Festival Cearense de Hip Hop
Nele terão apresentações de danças, intervenções, oficinas, workshops, uma programação muito boa e diversificada

Aí vai:

Quinta-Feira, 16 de Junho8:00 às 17:00Dragão do Mar:
  • Oficina de Grafitte / Tony Lima (CE)


    9:30 às 11:00Teatro Dragão do Mar:
    • Workshop de Freestyle / Octavio Nassur (PR)
      9:30 às 11:00Quadra do C.C. Bom Jardim:
      • Workshop de Breaking / B. Boy Bispo (SP)
        9:30 às 11:00Ginásio CUCA Che Guevara:
        • Workshop de Breaking / B. Girl Miwa (SP)
          9:30 às 11:00Sala de Artes Cênicas Che Guevara:
          • Workshop de Waaking / B. Girl Morgana (SP)
            14:00 às 15:30Ginásio do CUCA Che Guevara:
            • Workshop de Freestyle / Heart CO. (PR)
              14:00 às 16:00Sala de Dança do SESC Iracema:
              • Oficina de Clown / Claudio Ivo (CE)
              8:00 às 9:30Sala de Artes Cênicas - CUCA:
              • Workshop de Popping / Charada (CE)


              Domingo, 19 de Junho
              9:30 às 11:00Sala de Artes Cênicas - CUCA:
              • Workshop de Waaking / B. Girl Morgana (SP)
                9:30 às 11:00Ginásio CUCA Che Guevara:
                • Workshop de Breaking / B. Girl Miwa (SP)
                  14:00 às 15:30Sala de Artes Cênicas - Cuca:
                  • Workshop de Locking / Ivo (SP)
                    16:00 às 18:00Auditório do Dragão Do Mar:
                    • Debate / Eliza Gunther (Mediadora); Bispo (SP); Nassur (PR); Miwa (SP); Guiu (PR); Fabricio (CE); Johnson (CE); Loly Pop (CE)
                    Sábado, 18 de Junho
                    8:00 às 9:30Sala de Artes Cênicas - Cuca:
                    • Workshop de Popping / Charada (CE)
                      9:30 às 11:00Teatro Dragão do Mar:
                      • Workshop de Freestyle / Octavio Nassur (PR)
                        9:30 às 11:00Quadra do C.C. Bom Jardim:
                        • Workshop de Breaking / B. Boy Bispo (SP)
                          14:00 às 15:30Ginásio CUCA Che Guevara:
                          • Workshop de Freestyle / Heart CO. (PR)
                            14:00 às 15:30Sala de Artes Cênicas - Cuca:
                            • Workshop de Funk / Ivo (SP)


                            Informações:
                            http://www.festivalcearensedehiphop.com.br/
                            Contato: Email: inscricoes@festivalcearensedehiphop
                            Telefone: (85) 8770-5957

                            terça-feira, 17 de maio de 2011

                            Vídeo Perfórmance Asfixia

                            Quero começar a colocar aqui as produções audiovisuais de que participei
                            Esse aí é um vídeo-performance feito por mim e outras alunas da UFC na disciplina Oficina de Vídeo,
                            orientada pela professora Walmery Ribeiro

                            O vídeo não ficou exatamente como eu idealizava, mas produção em conjunto é assim, tem suas vantagens e desvantagens: todas dirigimos, fizemos roteiro, participamos da edição...
                            Os créditos tão aí com o nome das meninas
                            O figurino é do Cacau Jr.

                            sábado, 30 de abril de 2011

                            Jonny Doll voando longe

                            Abandono de blog
                            Passei um tempão sem internet
                            Mudança de casa, essas coisas...
                            Hoje vou pedir desculpa também porque o que trago não é a coisa mais atual do mundo, mas é algo que eu não poderia deixar de trazer
                            E por essa falta de internet na minha vida, só agora eu pude ver:
                            O vídeo do Jonnata Doll em sua viagem pra São Paulo tocando com Cidadão Instigado, Dado Villa-Lobos e Seu Jorge.
                            Só pra quem pode! Sempre soube que o garoto ia longe!
                            Parabéns Jonny Jonny!
                            Se formou ontem - sociólogo, hein?

                            Aqui com Seu Jorge, Dado e Cidadão
                            Tocando, quem diria: Legião Urbana
                            E tem uma música dele que diz assim: "...a guitarra não me trouxe grana. Só pra quem toca legião Urbana"
                            A vida dá voltas meu bem!

                            E aí com a sua favorita "Minha Namorada Fantasma"

                            terça-feira, 11 de janeiro de 2011

                            Dzi Croquettes

                            Primeira postagem do ano e não venho com qualquer coisa não.
                            Hoje a dica é um documentário brasileiro que assisti ontem:

                            Dzi Croquettes conta a história de um dos fenômenos mais importantes do Brasil, um grupo formado por treze homens nos anos 70 que iam aos teatros quebrar com todo aquele clima vigente na ditadura.
                            Como eles mesmo se definiam, "Nem homem. Nem mulher. Gente." E essa gente que se vestia de uma maneira espetacular ,fazia danças, músicas e performances espetaculares, conseguiram por um bom tempo confundir a censura e levar um espetáculo totalmente libertário aos palcos.
                            Inspirados no Glam Rock, usavam maquiagem, muito glitter sob os corpos à mostra, saia, salto alto e corpos peludos e esculturais. Com certeza foram a grande inspiração pra o grupo Secos e Molhados e mais tarde Ney Matogrosso e pra Caetano Veloso...entre muitos outros que contribuem com maravilhosos depoimentos no filme, com Cláudia Raia, Bete Faria, Pedro Cardoso, Elke Maravilha, Nelson Motta, Gilberto Gil...  



                            Depois de problemas com a censura, o grupo que aqui no Brasil fazia grande sucesso, fez uma viagem à Europa. Na França conhecem uma atriz que se tornaria sua grande madrinha e abriu as portas pro seus sucesso europeu: nada mais nada menos que Liza Minelli, a eterna Sally Bowles de Cabaret.
                            Liza leva o grupo à imprensa e aos olhos de grandes estrelas do momento, como Mick Jagger, só pra citar um exemplo. Hehheh.

                            E euzinha aqui, até assistir esse bendito documentário não conhecia os caras. Que são sim, não se pode negar, uma das maiores fontes inspiradoras para o teatro alternativo, as perfórmances, principalmente no que se refere à cultura gay. E acho que não estarei se exagerando se te disser que pode te sido de grande influência pra filmes como Rocky Horror Picture Show. 
                            Então, quero agradecer à Tatiana Issa,  atriz e filha de um dos integrantes do grupo, que dirigiu  o filme em conjunto com Raphael Alvarez e trouxe para nós que não conhecíamos, a oportunidade de conhecer esse grupo que NÃO pode passa despercebido por nós brasileiros. Não podemos deixar que os gringos os conheçam melhor do que nós, afinal, foi daqui que eles vieram e trouxeram a inspiração.
                            O documentário é de 2009 e já ganhou diversos prêmios aqui e nas terras gringas.
                            Mais que merecido, afinal, "Bicha não morre. Vira Purpurina".


                            quarta-feira, 27 de outubro de 2010

                            Resenha Walter Benjamim

                            Acabei de fazer uma resenha do ensaio do Walter Benjamim, "A Obra de Arte na Era e sua Reprodutibilidade Técnica", e, como achei que o texto foi de grande importância pra minha vida, acho que pode ser muito importante também pra mais alguéns, e por isso compartilho aqui com vocês, a resenha poderia estar melhor, mas confesso que no final já estava dando um soninho.. então, se alguem tiver mais preguiça que eu e precisar dessa resenha, podem roubar, eu deixo, adoro compartilhar com atos "subversivos"
                            Ah, ouvi falar hoje que talvez Caetano não participe de nosso Reveillón =/. não é certo mas...Tem problema, não, titio Jorge dá conta do recado
                            Leiam, é muito bacaninha - claro, leia se gostar de arte, cinema e conhecimento.


                            BENJAMIM, Walter. Obras Escolhidas Vol.1 – Magia e Técnica, Arte e política. Ed. Brasiliense. 11ª reimpressão.São Paulo – SP, 2008

                            Walter Benjamim, em seu ensaio “A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica”, vai fazer uma análise sobre as tendências evolutivas da arte nas atuais condições de produção capitalista que se baseiam na exploração do proletariado, como Marx já havia previsto.
                            O novo panorama artístico põe de lado conceitos tradicionais como a criatividade, gênio, validade eterna, forma e conteúdo, já que a arte evolui junto com a humanidade, e diante de uma nova estrutura social, é natural que se apresente também uma nova forma de expressar e receber a arte.
                            A obra de arte sempre foi reprodutível. O que se apresenta como novo é a sua reprodutibilidade técnica, que vem evoluindo ao longo da história. A xilogravura se apresentou como um grande avanço na reprodução técnica do desenho, depois veio a litografia, que proporcionou a reprodução em massa de figuras na imprensa e a criação de novas formas de modo mais acessível. Surge então a fotografia, e pela primeira vez na história, a mão era liberada da responsabilidade artística, dando lugar ao olho, que tem a capacidade de aprender mais depressa do que o desenho manual. Dessa forma, o processo de aceleração das imagens experimentou uma profunda aceleração.
                            No início do século retrasado, inicia-se a reprodução técnica do som, com ela a reprodução técnica atingiu um padrão de qualidade que conquistou para si, junto a uma grande revolução, um lugar próprio entre os procedimentos artísticos.
                            Benjamim desenvolve o conceito de aura, que se constitui no “aqui” e “agora” de um objeto. Para ele, na reprodução técnica, por mais perfeita que ela seja, está ausente esse caráter, e por isso, sua aura. Para Benjamim nesse aqui e agora está contido a autenticidade da obra de arte. E assim, na reprodutibilidade técnica, a obra perde sua autenticidade.
                            Em contrapartida, o autor defende que com a reprodução técnica a obra de arte ganha em autonomia e se aproxima do indivíduo. O que se atrofia na era da reprodutibilidade técnica é a sua aura. Mas veremos o quanto essa aura tem tido pouco importância para as massas.
                            Com a reprodutibilidade técnica, a humanidade sofre um violento abalo na tradição, juntamente com sua renovação. O agente mais poderoso desse processo é o cinema.
                            Sabemos que ao longo da história, em meio às diversas mudanças e acontecimentos, a humanidade se transforma juntamente com suas formas de percepção, que são condicionadas também historicamente. A situação se ilustra ao observarmos as mudanças na arte ao longo dos tempos. Na contemporaneidade, o grande desafio é compreender o que levou a arte ao declínio da aura.
                            Na era das massas, a aura se extingue para que se atinja uma maior proximidade dessas massas através da reprodutibilidade. O objeto é retirado de seu invólucro e ele se transporta para um público, mesmo que esteja ausente sua autenticidade, com a produção de sua cópia ou reprodução de sua imagem.
                            As obras de arte mais antigas surgiram a serviço do ritual. Essa aura sempre esteve ligada à função ritualística da arte. A reprodutibilidade técnica vai emancipar, pela primeira vez na história, a arte se sua função de ritual. Com isso, modifica-se também sua função social e passa a atuar na esfera política.
                            Com o advento da fotografia a arte pressentia o início de uma crise, que viria a se aprofundar nos cem anos seguintes. Sua reação foi a inseminação de uma nova visão: a inserção da estética da “arte pela arte”, considerada uma teologia da arte.
                            Nesse novo estágio, o valor de culto começa a recuar diante do valor de exposição. O retrato, que pode ser considerado um culto ao rosto humano, é um fator de resistência nesse sentido. O retrato era o tema principal nas primeiras fotografias.  Quando o homem se retira da fotografia, o valor de exposição supera pela primeira vez o valor de culto.
                            Com a emancipação da fotografia para outros temas, como a fotografia de paisagens ausentes de pessoas, a obra ganha uma significação política. As imagens vão orientar a percepção num sentido predeterminado. Elas induzem o observador a seguir um caminho predefinido para se aproximar delas. Essa determinação é ainda mais precisa e imperiosa no cinema, em que a compreensão de cada imagem é condicionada pela seqüência das imagens anteriores.
                            No século XIX, passou-se muito tempo a se discutir o real valor artístico da fotografia em comparação à pintura. A polêmica foi, na realidade, a expressão de uma transformação histórica. A época não se deu conta da refuncionalização da arte. Porém, a invenção da fotografia vai alterar a própria natureza da arte e causar diversas transformações nesse setor. Um grande exemplo disso são movimentos como o impressionismo, que revolucionava a maneira se apresentar a imagem, de uma forma totalmente nova.
                            Mas tudo isso é só o começo para o que viria com o surgimento do cinema, que causou grandes reações de teóricos, que faziam um esforço para ligar o cinema erradamente ao culto.
                            No cinema, a reprodutibilidade técnica se torna obrigatória para sua existência. Enquanto que um quadro poderia ser comprado por uma pessoa que o colocaria em sua casa para exibição privada, com o cinema isso não acontece. O filme é uma coleção da criatividade, feito pensando nas massas, na era das massas e para as massas.
                            Voltando no tempo, podemos perceber que a produção artística começa a serviço da magia. O que importava nas criações era sua existência, e não que elas fossem vistas. Na atualidade, a esponibilidade é uma condição para a legitimidade da arte.
                            Assim, como Christian Metz, Benjamim também cita o fato de que no cinema os cidadãos comuns, trabalhadores desse sistema, se alienam de sua humanidade, ou, como fala Metz, de sua realidade. “Com a representação do homem pelo aparelho, a autoalienação humana encontrou uma aplicação altamente criadora.” (p.180 – grifo do autor)
                            A natureza ilusionística do cinema está inserida em seu processo de montagem, que leva ao cinema seu caráter de perfeição, já que é uma arte totalmente controlada, um procedimento puramente técnico.
                            O grande empecilho para que o cinema se torne uma ferramenta eficazmente política é sua exploração pelo capital. O capital cinematográfico dá um caráter contrarevolucionário às oportunidades revolucionárias imanentes a esse controle. Esse capital vai estimular uma nova forma de culto – o do estrelato, e por conseqüência, o do público.
                            Porém, com todo esse advento do cinema no capitalismo, vemos também, uma parte dessa massa excluída desse fenômeno cinematográfico, com a falta de condição de consumir ou mesmo compreender o cinema. Mesmo assim, a indústria cinematográfica tem todo o interesse de estimular a participação das massas através de concepções ilusórias e especulativas, com o uso do aparelho publicitário, podo a serviço a carreira e a vida pessoal das estrelas, corrompendo o interesse original das massas pelo cinema, se tornando também um interesse em sua consciência de classe.
                            Na arte contemporânea, quanto mais ela se afastar da original e se orientar à sua reprodutibilidade técnica, maior será sua eficácia, já que a demanda agora é por quantidade – quanto mais pessoas atingir, mais perto estará de seu objetivo. Talvez por todos esses fatores já acima referidos, a arte dramática se encontre em crise nesse sistema.
                            Em uma comparação com a arte pictórica, o autor fala de uma distancia existente entre o pintor, sua obra e a realidade, enquanto que o cinema penetra profundamente no corpo da realidade. Para o homem moderno, a descrição cinematográfica da realidade é muito mais significativa que a da pintura, porque ela oferece uma realidade livre de qualquer manipulação, graças a seu procedimento de penetrar, através do aparelho, na realidade.
                            Com o cinema, a arte se torna mais progressista. Essa virtude está ligada entre o prazer de ver e sentir por um lado  e a atitude especialista de outro.Quanto mais se reduz a significação social de uma arte, maior fica a distancia, no publico, entre a atitude de fruição e a atitude crítica.
                            Nessa relação homem aparelho, o homem representa não apenas a si mesmo, mas ao próprio mundo, fazendo-nos vislumbrar os condicionamentos de nossa existência. O cinema nos abre pela primeira vez o fenômeno do inconsciente ótico, que nos faz acreditar na ilusão da realidade proposta, que por trás das câmeras corresponde a luzes, aparelhos, maquiadores, equipe técnica, cortes, tomadas. E que à frente de nossos olhos parece um  novo mundo de sonhos.
                            Enquanto que as massas procuram na obra de arte distração, o conhecedor vai atrás de recolhimento. Para as massas a obra de arte é objeto de diversão, e para o conhecedor, objeto de devoção. Quem se recolhe diante de uma obra de arte, mergulha nela e nela se dissolve. A massa, distraída, faz a obra mergulhar dentro de si. O cinema se encaixa perfeitamente na demanda dessas massas, oferecendo uma dominante tátil de distração.
                            Benjamim conclui que o cinema é atualmente o objeto de maior importância  dentro da ciência da percepção que os gregos denominavam estética, já que ele penetra profundamente na aura da sensibilidade das pessoas, tendo a capacidade de tocar as massas mais imunes de sensibilidade.


                             Buenas, Tchaaau

                            terça-feira, 26 de outubro de 2010

                            Jorge Ben e Caetano Veloso juntos aqui

                            Ainda faltam uns dois meses pra acontecer, mas a ansiedade é grande.
                            Dessa vez não viajo no ano novo como faço todos os anos, porque a nossa prefeita festeira dessa vez caprichou!
                            Não me confundam, minha relação com a política  é de total despretenção e prefiro MIL VEZES dançar ao som de Ive Brussel cantada por Caetano Veloso e Jorge Ben (Jor).
                            É sério, é aqui que isso vai acontecer, no dia 31 de Dezembro no aterro da praia de Iracema e totalmente Free.

                            Beijo par Lôra que foi pra Salvador (nada boba) convidar pessoalmente Caetano.
                            Pois é, um dos acontecimentos mais históricos da música popular brasielira, que é quando Caetano e Jorge dividem o palco pra cantar amorosamente juntos - e eu vi os olhos do Caetano nada inocentes pro lado do Jorge- Ive Brussel  podem acontecer aqui junto a fogos de artifícios e à transição 2010/2011
                            Confiram, mesmo que já tenham visto o vídeo pelo link
                            http://www.youtube.com/watch?v=WHvNqQ-Q5ao
                            ou pela barra de vídeo pra entender a relevância do fato.
                            Caetano ainda não tinha adotado a postura altiva com o nariz empinado e usava uma calça saruel e algumas guias para acompanhar, somente, de pés descalços e o peitoral à mostra.
                            Ai Caetano! Se libera aqui no aterro de novo! faz aquele olhar pro Jorge, que ele ainda tá em plena forma!
                            Fui pro show que ele fez aqui esse ano e me permiti entrar no Mucuripe devido exclusivamente a seu show, e claro, o incentivo da cerveja de graça até meia noite ajudou bastante.
                            Pois é, Mucuripe não seria assim um lugar que alguem poderia me encontrar normalmente, mas me diverti demais nesse show que só faltava não acabar e vou te dizer que Negro é Lindo e canta muuuito!
                            E eu duvido o caetano ou outro brancoso ter a metade da energia do meu amado Jorge Ben
                            Enfim, cantou antigas, cantou novas e se o show for a metade do que foi o do Mucuripe já está valendo à pena.
                            Fora as duas atrações já citadas, tem Biquíni Cavadão, Mart'nália, Amelinha e Orquesta Sinfônica de Fortaleza
                            Eu quero Ive Brubussel Brubusel Brubussel Brubussel
                            Pois naquele dia você foi tudo foi demais pra mim...



                            quarta-feira, 20 de outubro de 2010

                            UFC Bombando

                            Estou aqui e ainda existo...
                            Folguinha de aulas até terça-feira!
                            E na UFC, duas movimentações acontecem, então, como boa aluna, vou indicar o que de bom acontece, ou pelo menos tentar:
                            Os eventos são: Festival de Cultura UFC com o tema Ceará, África e Lusofonia: encontros e diálogos Além-Mar
                            e os Encontros Universistários que bombam o Campus do Pici
                            Ah, antes, quero dizer que pude ver o desfile que aconteceu ontem na reitoria. Foram três de alunos da UFC, o primeiro, a coleção apresentada no ano passado no Dragão Fashion e que tirou 2° lugar, o seguinte, um maravilhoso desfile de trajes africanos feito pelos estudantes caboverdeanos com a ajuda do pessoal do estilismo. Foi o melhor, e os modelos, os próprios caboverdianos, lindos! O último, pra fechar, foi o desfile vencedor da última edição do Dragão Fashion - Chico da Matilde Dragão do Mar. Foi a primeira vez que eu vi esse desfile e também gostei, muito merecedor do prêmio. Alguns pontos baixos: a trilha falhou nos 2 primeiros desfiles, a visualização era péssima na Concha Acústica e o Câmera tremia mais que alguém com mal de Parkison. Então, o desfile ficou pra poucos. Da próxima vez vamos pensar melhor em uma estratégis mais democrática! Afinal, toods lá pareciam interessados!

                            À Programação:

                            Hoje, dia 20/10

                            8 às 18h
                            Museu de Arte da UFC
                            Exposição retrospectiva "Catadores do Jangurussu", pinturas de Descartes Gadelha

                            8 às 18 h
                            Reitoria
                            Exposição de pinturas e atesanato africano

                            14h
                            Casa Amarela
                            Mostra de filmes infantis:
                            longa-metragem "Kirikiru e a Feiticeira"
                            em seguida, debate com crianças e adolescentes presentes
                            16h
                            longas "Lumumba" e "Zimbabue: contagem regressiva"

                            20h
                            Teatro Universitário
                            "Pessoa Persona" - solo com Ghill Brandão a partir de poemas de Fernando Pessoa

                            19h
                            Campus do Pici
                            Shows:
                            Manassés e Marcos Lessa
                            Chico César
                            Os Malditos Rock Band

                            Quinta, 21/10

                            Exposições

                            16h
                            longas-metragens:
                            "Bamako"
                            "Moçambique, jornal de uma independência"

                            Teatro:
                            20h Lançamento do texto "Loa", de Ricardo Guilherme

                            19h Show nos Campus do Pici
                            Unidos da Cachorra
                            Groovytown
                            Mart'nália

                            Sexta, 22/10

                            8 às 12h
                            Reitoria
                            Exposição de fotografia da oficina de Fotografia Pinhole

                            12 às 14
                            Mostra de bandas Universitárias no Campus do Pici

                            16h
                            Casa Amarela
                            "O último vôo do Flamingo"(2010)
                            "A Força de olhar o amanhã"

                            19h
                            Campus do Pici
                            Marajazz
                            Céu
                            Otto

                            quinta-feira, 7 de outubro de 2010

                            Minha oficina R Design

                            Bom, meus últimos dias têm sido uma loucura, sem nenhum tempo pra me dedicar ao blog.
                            Talvez pelo stress e pressão, fiquei doente e baqueada em casa...nos dois últimos dias não saí na rua...
                            Mas consegui já preparar minha oficina pro R Design, que vai ser na segunda-feira, dia 11/10
                            Vou ensinar a fazer carteirinhas de caixa de leite longa vida, pra diminuir o impacto ambiental, estimular o consumo consciente e proporcionar um novo ciclo às caixinhas, e, claro, fazer um protesto ao uso de couro nas tradicionais carteiras.
                            A carteira fica linda e difícil e imaginar que foi feita da caixinha, além de ter uma boa durabilidade e dar pra guardar tudo: documentos, dinheiro, cartão...






                            O R Design acontece a partir de amanhã, do dia 8 a 12 de Outubro no Campus do Pici.
                            Durante o dia acontecem oficinas, palestras, grupos de discussões, mostra de vídeos e vetsuário, com participantes do Norte e Nordeste, entre profissionais e estudantes da área de design.
                            E toda noite tem festa

                            Dia 8 - Press Start: Escolha seu Personagem!
                            Vai ser Cammy ou Chun Li? Scorpion ou Sub-zero? Valete ou dama de paus? Escolha o seu personagem e venha se jogar o som de:
                            23:00 - The Big Apples 
                            00:00 - Sátiros 
                            01:00 - Selvagens à procura de lei 



                            Dia 9 - Em Busca da Rapadura Perdida!
                            Pra já ir aprendendo a boneca:



                            Encontre as rapaduras e tenha uma surpresa! Todo matutinho merece uma festinha brejeira como essa. E olha quem vai animar o terreiro:
                            22:00 - Forró pão com ovo 
                            23:00 - Leite de rosas e os alfazemas 
                            00:00 - Água de quartinha 



                            Dia 10 - Festa Para Dominar o Mundo
                            Pra já ir posicionando os soldados:


                            Você vai conseguir cumprir seus objetivos ou vai esperar alguém te escolher como terceiro continente? Se jogue no tabuleiro ao som de:


                            22:00 - Ginger

                            23:00 - Sexy Bussiness
                            00:00 - DJ Daniel Prazeres

                            01:00 - DJ Iana

                            02:00 - DJ Bru


                            Dia 11 - California Games
                            Pra já ir escolhendo o biquini:
                            São muitos os jogos que podem acontecer na praia, ainda mais com as meninas todas produzidas e posistas com seus looks pin-up. Twist and shout com:

                            22:00 - Four Thinking Heads

                            23:00 - Záz

                            00:00 - Ska Brothers

                            01:00 - DJ Agulha sounds

                            02:00 - DJ Agulha Sounds