segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Semináro Arte, Invenção e Experiências Formativas

De 3 a 7 de Agosta vai estar rolando no Dragão do Mar o Seminário Arte, Invenção e Experiências Formativas
Aí a programação:

 03 de agosto, terça-feira
8h30 
Café da manhã e credenciamento 
9h 
Abertura 
9h15 
Palestra: Invenção e Criação , Daniel Lins (CE). 
10h15
Intervalo 
10h30 
Palestra: Adorno e Mário de Andrade: duas visões da educação pela música , Henry Burnett (SP). 
12h 
Almoço 
14h 
Palestra: Laboratório de audionutrição - a escuta como ferramenta cognitiva na música e fora dela , Tato Taborda (RJ). 
15h 
Palestra: Operadores Musicais: Música de Invenção , Wilson Sukorski (SP).
15h40 
Intervalo
16h 
Mesa: Música, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Tato Taborda (RJ), Marcos Maia (CE) e Elvis Matos(CE). Mediação: Lu Basile.
17h30 
Lanche
18h 
Apresentação do espetáculo Como um risco de papel , de Marcela Reichelt (SC). 
04 de agosto, quarta-feira
8h30 
Café da manhã
9h 
Palestra: Fototaxia em busca do elo perdido... , Miguel Chikaoka (PA)
9h30 
Palestra: A fotografia como ferramenta de alfabetização visual , João Kulcsá
(SP)
10h
Intervalo
10h15
Mesa: Fotografia, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Miguel Chikaoka (PA), João Kulcsár (SP), Silas de Paula (CE) e Paulo Amoreira (CE). Mediação: Tiago Santanna
12h
Almoço
14h
Palestra: Palavra, corpo e território: estratégias para o audiovisual na educação o caso da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu-RJ , Marcus Faustini (RJ).
15h
Palestra: A importância do terceiro setor na formação de novos olhares , Tiago Gomes (RJ).
15h40
Intervalo
16h
Mesa: Audiovisual, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Marcus Faustini (RJ), Tiago Gomes (RJ), Beatriz Furtado (CE), Beth Jaguaribe (CE). Mediação: Lenildo Gomes.
17h30
Lanche
18h
Exibição dos vídeos Vida Maria, de Márcio Ramos, Supermemórias, de Danilo Carvalho e Aos Mortos de Morte Morrida, de Sidnéia Silva.
05 de agosto, quinta-feira
8h30
Café da manhã
9h
Palestra: Ensino e formação em dança algumas aproximações e perspectivas possíveis , Beatriz Cerbino (RJ).
9h30
Palestra: Práxis em dança como ação compartilhada e política: abordando experiências e incertezas sobre a formação de artistas-docentes de Dança , LuciaMatos (BA).
10h
Intervalo
10h15 
Mesa: Dança, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Beatriz Cerbino (RJ), Lucia Matos (BA), Flávio Sampaio (CE) e Rosa Primo (CE) . Mediação: Thaís Gonçalves.
12h 
Almoço
14h 
Palestra: "Teatro de Grupo: Locus de Utopia e Resistência", Christina Streva (RJ)
15h 
Palestra: Ainda sobre a proposição de um instituto sem espectadores teatralidade e experiência na sociedade do espetáculo , José Fernando Peixoto (SP).
15h40
Intervalo
16h 
Mesa: Teatro, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Christina Streva (RJ), José Fernando Peixoto (SP), Gil Brandão (CE), Danilo Souto (CE). Mediação: Izabel Gurgel.
17h30
Lanche
18h
Intervenção Grupo Bagaceira. 
06 de agosto, sexta-feira
8h30 
Café da manhã
9h 
Palestra: O que não se ensina, mas se aprende: sobre a formação dos poetas , Ricardo Aleixo (MG)
9h30
Palestra: A arte in-existente ou a estrutura pós-funcionalista da experiência , Raul Antelo (SC)
10h
Intervalo
10h15
Mesa: Literatura, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Ricardo Aleixo (MG), Raul Antelo (SC), Fernanda Coutinho (CE), Sarah Diva (CE). Mediação: Carlos Augusto Lima
12h
Almoço
14h
Palestra: A Experiência da Escola de Artes Visuais do Parque Lage , Cláudia Saldanha (RJ)
15h 
Palestra: A Formação em Arte: O Artista Investigador e o Fortalecimento do Contexto-Acadêmico: 1970 - 2010 , Ana Maria Tavares (SP)
15h40
Intervalo
16h
Mesa: Artes Visuais, Invenção e Experiências Formativas contextos e singularidades. Participação: Cláudia Saldanha (RJ), Ana Maria Tavares (SP), Carlos Velazquéz (CE), Gilberto Machado (CE) . Mediação: Enrico Rocha
17h30 
Lanche
Lançamento dos livros Modelos Vivos de Ricardo Aleixo, Maria com Marcel. Duchamp nos trópicos , de Raul Antelo e O Devir-Criança do pensamento , organizado por Daniel Lins.
18h
Aula espetáculo Na roda do mundo , de Helder Vasconcelos. 
07 de agosto, sábado
8h30
Café da manhã
9h 
Mesa: Arte, Invenção e Experiências Formativas Articulando novos possíveis . Participação: Eliana Sousa (Redes de Desenvolvimento da Maré/RJ), Jailson de Sousa (Observatório das Favelas/RJ) e Valdenor Moura (TV Janela/CE). Mediação: Juliana Marinho
10h30
Intervalo
11h 
Palestra: Desejar a sensação , Suely Rolnik (SP).

sábado, 31 de julho de 2010

William Blake

Em uma conversa sobre excessos, me lembrei de Blake, meu querido William Blake.
Dedico essa semana que vem a ele e espero que todos nós consigamos utilizar sua sabedoria pelo menos durante esta semana.
Essas frases são do livro "O Matrimônio do Céu e do Inferno", escrito em 1793.


A primeira tinha que ser, claro:

"A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria"

"Na semeadura aprenda, na colheita ensine, no inverno desfrute."

"Guie sua carroça sobre os ossos dos mortos"

"A prudência é uma velha donzela feia cortejada pela incapacidade."

"Um tolo não vê a mesma árvore vista por um sábio."

"A eternidade está apaixonada pelas produções do tempo"

"A abelha ocupada não tem tempo para a tristeza"

"Ressalte os números de peso e medida em ano de escassez."

"Nenhum pássaro voa alto demais se voa com suas próprias asas."

"O mais sublime ato é pôr o outro antes de você."

"Se o tolo persistisse em sua tolice, ele se tornaria sábio."

"Sempre esteja atento para narrar sua mente e um homem humilde o evitará."

"Tudo que é possível de ser imaginado é uma imagem da verdade."

"Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução."

"Você nunca sabe o que é o bastante até que saiba o que é mais que o bastante."

"Ouça os tolos reprovar! É um elogio dos reis!"

"Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para colocar seus ovos, assim o sacerdote coloca sua maldição nas mais belas alegrias."

'O aperfeiçoamento faz estradas retas, mas as estradas tortas sem aperfeiçoamento são estradas de gênio."

"Antes assassinar uma criança em seu berço que acalentar desejos não realizados."

"É o bastante! Ou é demais!"

Massa né?
É o cara.
E o outro cara, o Jim Jarmusch, cita muitas destas frases acima e mais do conhecimento Blake em um de seus melhores filmes, Dead Man, de 1995, que conta com a atuação de nada mais nada menos que Jhonny Depp.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Disco do dia: American Pie

Vi um vídeo da música American Pie no Youtube que tinha sua tradução - incrível música, letra igualmente genial.
Resultado: já ouvi a música umas dez vezes hoje e o lado A do disco que tenho aqui em casa sem a liiinda capa, mas tudo bem, posso postá-la aqui para que todos nós possamos vê-la.


O disco é de Don Mclean, de 1971. E como não sou lá muito boa crítica musical, vou usar as palavras de Michael Heatley no Livro "1001 Discos para ouvir antes de morrer" :
"Quando Buddy Holly morreu num acidente aéreo em Fevereiro de 1959, Don Mclean era um entregador de jornais de 13 anos. As manchetes que ele leu plantaram as sementes para sua melhor música, um épico de oito minutos e meio que chegou  ao primeiro lugar das paradas americanas e, por sua duração e referências obscuras - no estilo de Bob Dylan, Mick Jagger e os Beatles - pode ser visto como uma elegia aos anos 60."


É enorme mas vale a pena colocar pelo menos a tradução. pra ver a versão original é só ouvir a música

Torta Americana

Há muito, muito tempo atrás...
Eu ainda consigo me lembrar
Como aquela música me fazia sorrir.
E sabia que se eu tivesse minha chance
Eu poderia fazer aquelas pessoas dançarem
E, talvez, elas seriam felizes por um momento.

Mas fevereiro me fez tremer
Com cada jornal que eu entreguei.
Más notícias na porta ;
Eu não podia dar mais nenhum passo.

Eu não consigo lembrar se eu chorei
Quando eu li sobre a viúva dele,
Mas algo me comoveu profundamente
O dia que a música morreu.

Refrão: Então, tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem
Mas a barragem estava seca
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei"
"Este será o dia que eu morrerei"

Você escreveu o livro do amor?
E você tem fé em Deus?
Se a Bíblia te dizer que é assim,
Você acredita em Rock n' Roll?
A música pode salvar sua alma mortal?
E você pode me ensinar a dançar bem devagar?

Bem, eu sei que você está apaixonada por ele
Pois eu vi vocês dançando no ginásio
Vocês dois tiraram os sapatos
Cara, eu entendo o "rhythm and blues"

Eu era um adolescente solitário e desajeitado
Com um cravo rosa e uma caminhonete,
Mas eu sabia que estava sem sorte
No dia em que a música morreu

Nós estávamos cantando
Tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem
Mas a barragem estava seca
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei"
"Este será o dia que eu morrerei"

Agora por 10 anos nós estivemos sozinhos
E musgo cresce numa pedra rolante
Mas não era assim antes
Quando o bobo da corte cantou para o rei e a rainha
Com um casaco que ele pegou emprestado do James Dean
E uma voz que veio de nós,

Oh, e enquanto o rei estava olhando para baixo
O bobo da corte roubou sua coroa de espinhos
A corte judicial foi adiada
Nenhum veredicto foi retornado
E enquanto Lenin lia um livro de Marx
O quarteto praticava no parque
E nós cantamos lamentações no escuro
O dia que a música morreu

Nós estávamos cantando,
Tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem
Mas a barragem estava seca
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei"
"Este será o dia que eu morrerei"

Helter Skelter num verão abafado
Os pássaros voaram com abrigo
Oito milhas de altura e caindo rápido
Pousou na grama
Os jogadores tentaram um passe para frente
Com o bobo da corte no campo

Agora o ar do primeiro tempo foi doce perfume
Enquanto os sargentos tocavam uma marchinha
Todos nós levantamos para dançar
Oh, mas nós nunca tivemos chance
Porque os jogadores tentaram tomar o campo
A banda da marchinha se recusou a desistir
Você se lembra o que foi revelado
No dia que a música morreu?

Nós estavamos cantando
"Tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem,
Mas a barragem estava seca.
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei."
"Este será o dia que eu morrerei."

Oh, e lá estávamos nós num único lugar
Uma geração "Perdida no Espaço"
Sem tempo para recomeçar
Então, vamos, Jack, seja ágil, Jack, seja rápido
Jack Flash sentou num castiçal
Porque o fogo é o único amigo do diabo

Oh, e enquanto eu o via no palco
Minhas mão estavam cerradas em punhos de raiva
Nenhum anjo nascido no inferno
Poderia quebrar o feitiço do Satanás
E enquanto as chamas subiam pela noite
Para iluminar o ritual de sacrifício
Eu vi o Satanás rir com satisfação
No dia que a música morreu

Ele estava cantando,
"Tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem,
Mas a barragem estava seca.
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei."
"Este será o dia que eu morrerei."

Eu conheci uma garota que cantava blues
E eu pedi a ela umas boas notícias
Mas ela só deu um sorriso e foi embora
Eu fui à loja sagrada
Onde eu tinha escutado a música anos atrás
Mas o homem lá disse que a música não tocaria

E nas ruas as crianças gritavam
Os amantes choravam e os poetas sonhavam
Mas nenhuma palavra foi dita
Os sinos da igreja estavam todos quebrados
E os três homens que eu mais admirava
O Pai, o Filho e o Espírito Santo
Pegaram o último trem para o litoral
No dia em que a música morreu.

E eles estavam cantando,
"Tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem,
Mas a barragem estava seca.
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei."
"Este será o dia que eu morrerei."

Eles estavam cantando,
"Tchau tchau, Miss American Pie
Dirigi meu Chevy até a barragem,
Mas a barragem estava seca.
E eles, bons garotos, estavam bebendo uísque e centeio
Cantando "Este será o dia que eu morrerei."



sábado, 24 de julho de 2010

Rodrigo Braga e a estupidez humana

Adoraria colocar aqui mais uma coisa bonitinha, uma bela fotografia...sei lá. Mas hoje estou chocada.
No último dia do curso de fotografia, o ministrante, o Allan Bastos nos mostrou o trabalho de alguns fotógrafos. Algumas bem conhecidas e mostrou também alguns trabalhos novos. E o motivo pra esse meu estado de choque é ter conhecido o trabalho de Rodrigo Braga. As coisas pioraram agora que fui me aprofundar um pouco em suas idéias e em ver seu currículo. Me sinto mais mal a cada linha de texto, a cada imagem que vejo....a  que ponto chega a humanidade...Sei que pelo mundo coisas horrorosas do mesmo naipe existem ...vê um cara que ganha dinheiro com uma granja, por exemplo...todos os dias mata milhares de galinhas inocentes, que antes de serem mortas vivem de uma forma totalmente cruel sem que possam ciscar ou mesmo se mexer um pouco. Eles a pegam, pagam várias funcionários para que as matem, arranquem suas vísceras, convivam com seus sangues, arranquem suas penas, dividam suas partes e embalem em um saco para que as pessoas comam. Só que o ato de matar para comer seria um pouco mais aceitável que o ato de matar para exibir como um ridículo, diga-se de passagem, trabalho artístico.
Tá, vou começar apresentando o rapaz. Vive e trabalha em Recife, onde graduou-se em artes plásticas pela UFPE em 2002. Em 1999 recebe prêmio aquisição no Salão Pernambuco de Artes Plásticas/Novos Talentos (MAC, Olinda) e em 2004 foi contemplado com o prêmio/bolsa do 45º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, realizando a série Fantasia de Compensação. Entre 2005 e 2007 foi gerente de Artes Visuais da prefeitura de Recife, onde coordenou o SPA das Artes Recife. Atualmente vem ministrando workshop sobre fotgrafia no Brasil e no exterior.

Das exposições individuais destacam-se: Casa da Ribeira (Natal, 2008), Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj (Recife, 2007); Museu da UFPA (Belém, 2007); Itaú Cultural (São Paulo, 2006); Galeria Marcantonio Vilaça, Instituto Cultural Banco Real (Recife, 2006); Galeria Clairefontaine (Luxemburgo, 2005); Galeria Susini (França, 2005). Principais coletivas: Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais (São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, 2006); Vizinhos: networked art in Brazil (Áustria, 2006); O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, Itaú Cultural (São Paulo, 2005); Photomeetings Luxemburg (Luxemburgo, 2005); Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte (Rio de Janeiro, 2005); Projeto Prima Obra, Galeria Fayga Ostrower – Funarte (Brasília, 2004); Arte Pará (Belém, 2002 e 2006). Participou de feiras internacionais de arte, como: ARCO’06 e ARCO’08, (Espanha, 2006, 2008); Paris Photo, (França, 2005); Art Cologne (Alemanha, 2005); D-Foto (Espanha, 2005).
E são trabalhos como o dele que os grandes salões estão procurando. Arte contemporânea? Urgh! Ânsia se vômito . Que falta de criatividade! Não caio na lábia deles...Um outro dia estava vendo uma exposição no MAC do Dragão do Mar: um chão com vários chicletes grudados...uma arte que se sustenta no discurso. 
Mas nem o discurso do Rodrigo me convenceu, cara...fico esperando uma razão, um motivo pra crueldade que ele pratica e ele diz que sua prática se envolve em ressignificações de elementos simbólicos para a criação de imagens deslocadas do universo cotidiano palpável. Facinho fazer uma parada dessa aí sem machucar ninguém, colega.
"O mundo já é demasiadamente estranho, é só pôr a lente no que está diante dos nossos olhos. Onde tudo é possível o que mais parece estar fora do lugar? Será que só a arte que se faz hoje é estranha…?"
Mas fiquei falando, falando, vamos agora dar uma olhada no que que ele faz. São cenas fortes, tirem as crianças de perto.

Dizem que ele não matou o cachorro pra fazer isso aí, ele pegou num centro de zoonose o cachorro já morto. Agora, assim, eu detestaria ser esquartejada depois de morta. Essa são mesmo partes de um cachorro. Ele se utilizou de um cirurgião plástico para costurar as partes do animal em seu rosto. No mínimo um tremendo mal-gosto.


Rabos de peixe e estupidez humana



bem que mereceu mesmo



essa flores estão na boca do peixe



seria zoofilia?




Infelizmente essas imagens vão ter que ficar no meu blog.
Quando vimos na aula as fotos atá vi uma sugestões de supostas idéias para a razão de sua obra - a questão da dor, do anti-belo da fotografia. Mas como é evidente e ele mesmo diz, ele não é fotógrafo. Ele se diz artista, faz escultura, performance e utiliza do recurso da fotografia para tornar sua "arte" permanente. Tudo bem, arte é sensação e ao ver a obra acima sinto muito. Mas no mundo há muitas outras sensações a serem exploradas, causadas. Depois vou postar aqui o trabalho de um artista plástico contemporâneo que admiro muito e que também se utiliza do recurso fotográfico assim como o Rodrigo, que poderia estar fazendo o mesmo discurso dele e que também não mostra um mundo bonitinho. Não é isso que eu quero. Não posso exigir que o cara seja tão bom quanto o meu colega Yuri Firmeza, mas vamos pelo menos ter bom-senso. 


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Câmera Pinhole

Ontem no curso aprendemos a confeccionar a Pinhole, uma câmera artesanal feita com uma caixa de fósforos e filme de rolo que faz fotos de verdade.
A qualidade das fotos não é das melhores. As que eu vi, eram do tamanho da caixinha de fósforo e tinham uma moldura redonda, que é o buraquinho por onde entra a luz na caixa. Mas o bacana mesmo é ver o quão simples é a técnica fotográfica, tão simples a ponto de qualquer um poder fazer sua própria máquina e tirar suas fotos sem gastar quase nada.
Gostaria muito de passar essa idéia pra frente e ensinar a outras pessoas a fazer essa câmera.
Aqui vou tentar ensinar o passo-a-passo de como fazer a Pinhole:
(infelizmente, estou sem minha câmera e não tive como fotografar o processo de confecção, mas vou procurar algumas figurinhas pra ilustrá-lo no google)

Você vai precisar de :
-1 caixa de fósforo pequena Fiat Lux - ela é um pouco maior que as caixas de fósforos pequenas convencionais
- tinta preta, pincel ou spray preto
-estilete e tesoura
-papel alumínio
-alfinete ou agulha
- pedaço de papel/cartolina preta
-fita isolante ou fita adesiva preta
-1palito de picolé
-1filme ISO 100 36 poses
-1 bobina de filme usado com lingüeta de fora (é só ir em um laboratório de revelação que com certeza vai ter, fui pedir em um e consegui mais de 200)
-Lápis e régua
-fita adesiva

Modo de fazer:
Pinte a parte interna da caixa de fósforo de preto com tinta ou spray e deixe secar.

Depois de seca, trace um X  vindo de cada ponta na frente da caixa e na parte detrás do compartimento onde ficam os fósforos.Eesse X vai ajudar a recortar um retângulo com o uso da tesoura e do estilete, deixando apenas umas pequenas pontinhas. É por esse retângulo que vai passar o filme, então, quanto maior, mais aproveitaremos o filme. 
Na parte da frente, também com a ajuda do X que foi traçado, faça um pequeno retângulo no meio. mais ou menos de 7 por 4 milímetros bem no centro da caixa.
Pegue o filme novo, corte a parte irregular e passe por dentro da caixa vazia. Depois coloque por dentro a outra parte da caixa, deixando a parte cortada junto do filme.
Com uma fita adesiva, cole o filme novo na lingüeta que ficou pra fora da bobina usada. Deixe a bobina nova
para cima e a bobina usada para baixo, sempre marcando uma das duas para não se confundir.
Da forma como está disposta na figura, cole com a fita isolante os dois filmes na caixa deixando apenas a parte recortada da caixa de fora.
Cubra com bastante fita isolante, até duas camadas se for possível para não deixar a luz passar pela caixa

Pegue um pedacinho de papel alumínio e coloque na parte recortada da caixa que ficou de fora e cole com  fita adesiva.
Próximo passo: o obturador.Corte um pedaço de cartolina preta de uns 3 por 2,5 cm.na parte maior, dobre no meio e faço um furo com furador de papel, deixando dois furinohs, um de um lado dobrado e outro do outro.Corte um outro pedacinho de papel que vai fica entre esse primeiro papel dobrado d emaneira que fique solto para levantar e abaixar. Faça também um furinho no meio dele.


Como é um pouco difícil de explicar, só com palavras, aí um exemplo parecido de obturador, é essa parte de papel no meio da câmera ( a minha ficou mais bonitinha.)
Cole seu obturador dessa forma, posicionando-o à frente da parte de papel alumínio.
Com a pontinha de uma agulha, faça o menor furo que você for capaz, usando APENAS a PONTA, não enfie mais que isso. Claro que o furo tem que coincidir com a parte da caixa que foi cortada.
Depois disso, coloque o palito de picolé  (na foto acima ele usou um clip) no compartimento do filme novo.
Para começar a usar, você vai precisar colocar o palito no rolo velho e passar um pouco o filme até ouvir um click.
Para tirar as fotos:
No sol, levante o obturador por 2 segundos apontando a câmera para o objeto a ser fotografado
Na sombra são 5 segundos, em locais fechados, 15.
Depois de tirada a foto, dê um giro de 360° no filme novo com o uso do palito.

Complicadinho, né?
Mas bastante divertido. Eu adorei.
Quando ficarem prontas, se der certo, claro, posto as fotos aqui.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Curso de Fotografia

Como falei aqui há dois posts atrás, me inscrevi no curso de fotografia do BNB.E olha, muito bom! O Allan tem um conhecimento bem vasto, dá pra todos os participantes aproveitarem bastante... o chato são as inúmeras interferências de necessárias de alguns participantes que fazem questão de dar suas opiniões em tudo...
Pra dividir um pouquinho do que aprendi por lá, vou colocar um pouco do trabalho dele.
O professor é Allan Bastos, fotógrafo há 12 anos, cearense gente boa, do Cariri e que morou um bom tempo em recife e gosta de fotografar gente, coisa que, segundo ele, tem sido um pouco esquecida. Viajou fotgrafando seu tema preferido do Cariri ao Chile trazendo resultados bem bacanas. Ele levou algum de seus trabalhos para vermos e eu vou começar por mostrá-los

Aqui um ensaio que ele fez questionando o corpo. Sendo o corpo-humano de todos nós, um conjunto igual, com as mesmas disposições de órgãos, células... A série mostra "partes" de corpos nus. femininos e masculinos nessa transição de luz e sombra, utilizando-se apenas da luz natural de uma janela e da reflexão de um espelho, mais escondendo que mostrando.


Série de romarias, onde ele diz estar sempre presente, captando momentos e pessoas passantes


Retratos no Chile


O próprio Allan com a máquina artesanal Pinhole, que ele vai nos ensinar a fazer hoje e eu quero muito ensinar pra todos por aqui. é uma máquina feita a partir de uma caixa de fósforos e que tira fotos de verdade, só que pequenininhas.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Artigo: Bordieu: Moda e Poder Simbólico

Férias agitadas e falta tempo pra postar aqui.
Peguei um livro pra ler e quero muito conseguir ir até o final porque ultimamente tem sido difícil.
O livro: "Livre Troca", que se trata de um diálogo entre o artista plástico Hans Haacke e o sociólogo/filósofo Pierre Bourdieu acerca do sistema formador da arte. Falo mais sobre o livro nos próximos posts, pois estou separando algumas citações para comentar aqui, é muito interessante a todos que se interessam por arte, moda, jornalismo e tudo que move a indústria cultural no mundo contemporâneo.
Mas como introdução a este livro, quero falar um pouco da minha "relação" com o Pierre Bourdieu. Fiz a disciplina Teorias do Poder no começo de 2009. O professor, ao final da disciplina, pediu que fizéssemos um artigo sobre algum dos autores vistos acerca do assunto, que era a teorização do poder. Li todos os textos e não achava nada que me despertasse a vontade de dissertar sobre...pensei um pouco em escrever sobre Foucault, e deixava sempre de lado um texto do Pierre Bourdieu que tinha dado uma olhada na primeira aula e pensava ser uma bobagem: era o "Poder Simbólico". Pensava: se é simbólico, não é concreto o suficiente para que se fale sobre ele. Faltando uma semana para a entrega, ainda não tinha escrito nada, estava no maior dilema tentando escrever sobre as teorias de Hannah Arendt. Quando peguei por um acaso o texto do Poder Simbólico para ler, e simplesmente me encantei com este, que é um dos maiores pensadores do mundo contemporêneo. Essencial para quer quer teorizar sobre moda, arte e poder simbólico.
Segue então o artigo que escrevi sobre ele:


1.Introdução
Através da base teórica do sociólogo Pierre Bourdieu, falarei acerca de um assunto muitas vezes visto como superficial e fútil para muitas pessoas.
A moda desperta essa visão pelo seu julgamento rápido, visual, que passa despercebido no dia-a-dia das pessoas. O fato é que as aparências causam efeito, despertam diversos tipos de emoções, sensações e ações.
O sentido mais atuante na percepção do mundo na raça humana é a visão. A segunda a audição.
Os que julgam a moda como fútil preferem que as coisas sejam apreendidas por meio da audição, mesmo que seja uma “audição visual”, dada por meio da leitura. Mas esta faz um efeito secundário.
A moda é um meio de comunicação rápido, as roupas exercem seus papéis de símbolos, significando sempre algo entendido na mente de cada um. Assim, antes de ouvir, antes de saber o que se passa na mente de alguém, é feito um julgamento visual inevitável.
Quis assim romper esses paradigmas e provar a mim mesma e a outras pessoas que a filosofia é importante para um profissional/estudante de moda e que a moda não merece essa repulsa encontrada nos que se interessam por filosofia.

2.Os Sistemas Simbólicos

            Existem diversas formas de comunicação que vão além da linguagem falada e escrita. Sendo assim, as pessoas podem se comunicar em muitos níveis, por diversos motivos e de muitas formas diferentes.
            Pierre Bourdieu fala de um “sistema simbólico”, que é um conjunto de signos compreensíveis a um grupo de indivíduos. Os sistemas simbólicos são utilizados pela sociedade para funcionar como instrumentos de conhecimento e de comunicação, visando à integração e ao mesmo tempo à disputa. Estas disputas objetivam a identificação e diferenciação dos diversos grupos sociais existentes.
             Pode-se considerar que os sistemas simbólicos são instrumentos de poder, já que constróem a realidade e um sentido imediato ao mundo.
            Segundo Bourdieu, as relações de comunicação são sempre relações de poder que dependem em forma e conteúdo do poder material ou simbólico acumulado pelos agentes.
            Durkhein fala de um “conformismo lógico” derivado dessa construção de realidade pelos sistemas simbólicos, este fornece as categorias básicas de pensamento e de linguagem que estruturam os parâmentros de construção social de regras, valores e costumes. Os símbolos são instrumentos fundamentais de integração social, a base lógica sobre a qual se constroem as concordância das inteligências e o próprio entendimento coletivo da realidade social. Essa integração lógica é a condição para a integração moral.
            Como instrumentos estruturados e estrurantes é que os sistemas simbólicos cumprem sua função política de instrumentos de imposição ou legitimação da dominação e contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre a outra, é o que Bourdieu chama “violência simbólica”.
            A cultura dominante assegura uma comunicação imediata entre todos os seus membros, distinguindo-os das outras classes.
            A comunicação, então, tem uma funçaõ oculta de divisão. Da mesma forma que une, separa e legitima as distinções, compelindo todas as culturas (denominadas sbuculturas) a definirem-se pela sua distância em relação à cultura dominante.

3.Capital Simbólico
           
            Os detentores do poder simbólico reconhecem que o capital econômico já não garantem mais sua distinção. Logo buscam novos signos que sejam mais eficazes como instrumentos de distinção social.
Bourdieu desenvolveu o conceito de capital simbólico para designar as diversas formas de capital, indo além do conceito econômico, levando em consideração, além dos acúmulos materiais, acúmulos culturais, sociais, políticos, intelectuais...É da complexidade da composição desses capitais que emerge a noção de capital simbólico.
            Quanto mais fácil for a assimilação de um novo hábito por parte de outros grupos que visam a ascensão social, mais rápido esse hábito perderá prestígio entre os detentores do poder simbólico.

4.Moda, Distinção e Poder

            Desde o surgimento da moda até os dias contemporâneos, ela tem sido um diferenciador de classes.
            Enquanto as classes mais altas estão sempre em busca de se diferenciar de seus inferiores, o “mimetismo do desejo”, segundo Lipovetsky, provoca nos inferiores a vontade de  se assemelhar àquele que brilham pelo prestígio e pela posição.
            De acordo com Kátia Castilho, a possibilidade de redesenhar o próprio corpo em razão  da eterna insatisfação humana com a  própria aparência é um dos moventes que permitem que permite a transformação do ser humano biológico em ser cultural. A imagem que um sujeito faz cria de si mesmo exprime-se em codificações – tidas como símbolos. Essa montagem discursiva do corpo resulta na (re)arquitetura anatômica de seu corpo e de todas as suas modalidades expressivas e narrativas.
            Essa motivação pelo estético se dá pelo impulso humano de olhar e pelo desejo de ser olhado.
            Bourdieu fala do habitus, que é um conjunto ordenado de disposições que estrutura  a ação sobre o mundo e cuja regularidade é orquestrada pela apreensão subjetiva das formas estruturais de organização social e das regras sociais decorrentes dela.
            É por funcionar através de mecanismos ocultos ao observador que o habitus atua de maneira tão eficaz na produção da hierarquização social e da distinção, deixando parecer que os gostos gerados derivam da própria  natureza do indivíduo, levando-nos a interpretar de modo equivocado os gostos estéticos.
            Em A distinção, Bourdieu fala dos gostos, apresentando-os como assunto subjetivo unificado  e como método para produzir e reproduzir as diferenças de poder  entre as classes. O autor diz que os gostos são, antes de tudo, aversão, feita de horror ou de intolerância visceral aos outros gostos, aos gostos dos outros. Ele afirma que a intolerância estética exerce violências terríveis. A aversão pelos estilos de vida diferentes é, sem dúvida, uma das mais fortes barreiras entre as classes.
            Por meio das diferenças são produzidas as identidades. Assim, diferença e identidade tornam-se disputas entre os grupos sociais assimetricamente situados em relação ao poder.
            Para mostrar as identidades e diferenças ao mundo, os homens utilizam a moda, pois é uma forma rápida e fácil de distinguir e identificar.
            Desde o nascimento, o ser humano é moldado a pertencer a um certo grupo. A nudez, seu estado natural, é ocultada pela cultura desde a primeira aparição do sujeito, no momento em que nasce, pela decoração corpórea e vestimentar que o acompanha até a morte e sempre lhe confere uma identidade social e cultural.
            O corpo nu, desprovido de roupa, pertence à natureza, mais a cultura proíbe – há códigos coercitivos instaurando essa ordem. A necessidade de vestir acaba sendo uma vontade e o ato acaba sendo visto como natural.
            Os sistemas simbólicos devem sua força justamente ao fato de as relações de força exprimidas nele se manifestarem de maneira irreconhecível através de relações de sentido.
            Bourdieu fala de uma ação sobre o mundo, um meio de obter o equivalente daquilo que é obtido por meio ad força, graças ao efeito de mobilização desta ação, que, por sua vez, só se exerce se o poder simbólico for reconhecido e ignorado como arbitrário.
            O poder simbólico se define numa relação determinada entre os que exercem o poder e os  que lhe estão sujeitos.
            No campo da moda, aonde se pode observar uma hierarquização, já que esta, ao longo da história, costumou caminhar de cima para baixo, já se pôde notar momentos históricos em que essa ordem se subverteu por meio de uma ação contestadora de uma ordem. Foi o caso do movimento hippie  da década de 1960, que confrontou de maneira bastante perturbadora com os modos de vestir, questionando-os, reavaliando-os e transformando-os. As performances daquele momento impunham um não se fazer igual ao grupo social dominante. Torna, assim, a vestimenta, um marco político-social de imposição dos valores subjugados no período.

4. A Classe Dominada

            A adaptação a uma posição dominada implica uma forma de aceitação da dominação.
            Com essa reflexão, Bourdieu começa a refletir acerca dos estilos de vida das classes dominadas. O autor coloca que o reconhecimento dos valores dominantes se dá por um sentimento próprio de incompetência, fracasso e indignidade cultural.
            Uma das formas mais explícitas de separação de classes e evidência de dominação é a divisão do trabalho entre braçais aos dominados e intelectuais aos dominantes.
            A falta do consumo de luxo provoca nas classes dominadas uma baixa-estima que é aliviada por certos substitutos. Pode-se observar nessa classe um grande consumo (tendo em vista suas condições salariais) de itens de vestuário, seguindo principalmente as tendências lançadas pelos meios midiáticos, além de imitações das grandes marcas, a aderência de couro sintético e/ou “jóias” folheadas a ouro.
            Desprovidos de capital cultural, que é a condição da apropriação conformista, os trabalhadores comuns são dominados por instrumentos e máquinas que lhes despejam por meio de seus detentores legais, meios teóricos de lhes dominar.
            Esses meios distribuem  conteúdos vazios  e simples e criam a imagem  de pessoas fora do comum. Grandes “estrelas”, super-heróis dos esportes, reduzindo seus expectadores a consumidores e fanáticos, dedicados a uma participação passiva e fictícia.
5. Considerações Finais
           
            Portanto, na guerra vivenciada diariamente, a moda não pode ser reduzida a figurino ou figurante.
            Dentro da guerra pelo poder, da guerra das classes, a moda é um participante ativo. Mudo, porém, comunicativo, capaz de provocar muitos efeitos. Efeitos em uma sociedade subjugada que não vê meios de mudar, permanecendo assim a viver se arrastando aos pés de uma classe feita superior.
            A fabricação dessa superioridade é exercida pelos dois lados. Só existe um superior com o consentimento de um inferior. Dessa forma, o poder é uma fábrica dirigida e arquitetada pelos ditos superiores. E os operários desta fábrica, que aceitam servir ao poder, são as classes ditas inferiores. Sem eles, a fábrica não funcionaria. Dentro desta fábrica é fácil distinguir os que são operários e os que possuem cargo superior. Eles vestem a diferença.
            Essas coisa, quer dizer, esses símbolos, permeiam o nosso dia-a-dia de forma tão automática que acabamos esquecendo sua existência. Mas, já que uma lei proíbe, não podemos andar nus. Por isso a moda continuará a agir onipresentemente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CASTILHO, Kátia. Moda e Linguagem. são Paulo: Universidade Anhembi Morumbi, 2003
BOURDIEU, pierre. A distinção - crítica social do julgamento. 1ª reimpressão. Ed.: Zouk.USP,2008
KELLY, Emanuelle. R.R; Nunes, J.V. Moda e Consumo como Mecanismos de integração e conflito na contemporaneidade. In IV Colóquio de Moda, 2008, Gramado. Anais do IV Colóquio de Moda. Gramado. Ed.: Feevale, 2008
MIGUELES, Carmem(org.). Antropologia do Consumo: casos brasileiros. rio de Janeiro. Ed.: FGV, 2007