Do dia 20 a 23 de Julho, no Centro Cultural BNB, acontecerá o Curso de Apreciação de Arte com o tema
"Os discursos utilizados na fotografia", com o professor Allan Bastos.
"um encontro entre a fotografia, o espectador e as diversas aplicabilidades da expressão fotográfica."
O curso é de terça a sexta, a partir da 14hs e tem duração de 180 minutos por dia.
As inscrições começaram na semana passada, então, aos interessados, é melhor correr.
Outro curso ainda mais interessante, acontecerá no mesmo local mas na semana seguinte. É a Oficina de Formação Artística, com o tema Produção de Videoclipes. O instrutor é Marcelo Paes de Carvalho, o curso vai do dia 27 ao dia 30 e também começa às 14hs e a duração é 180 minutos diários.
As inscrições começaram ontem, mas quando fiz a minha já era a 16ª, são apenas 30. Então, aos interessados, corram para o BNB.
Unindo os múltiplos interesses de uma única pessoa sem deixar a arte de lado - cinema, livros, figurino, moda, idéias, artes visuais, artes no cotidiano, fotografia, lugares, festas..."o importante é a sensação estética" ...Eu Sei é tudo que uma aquariana mais diz...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Praia de Iracema nova
Segunda-feira fui tirar umas fotos lá na Praia de Iracema.
Mudaram muito as coisas por lá.
Lembro que os turistas vinham em Fortaleza, tomavam banho naquele mar super-poluído e a nós, da cidade, ficávamos passados.
E hoje aquela é uma das melhores e mais frequentadas pelos moradores da cidade pra praticar esportes, tomar uma água de côco apreciar a paisagem ou tomar uma banho de mar. A área, segundo a Semace, está apropriada para banho. Banho de mar mais perto de todos nós.
Além disso, o lugar é muito lindo. E como está seguro, aproveitei pra fazer estas fotos por lá.
O famoso espigão que foi reformado
Colocaram essas grades por lá pra ficar ainda mais seguro dar uma voltinha
Menino dando um mergulho
Até o caminho pra Ponte dos Ingleses tá segura. Além do policiamento, é bem movimentada com o Largo do Mincharia E que pôr-do-sol lindo!
Pena que as fotos não ficaram muito legais...
O sol tava uma bola gigante laranja.
domingo, 11 de julho de 2010
Tom Zé
Depois de ver "Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?", não dá pra pensar em outra coisa...hoje vou ter que falar dele.
Bom, minha paixão por música fica um pouco lá pra trás, dos anos 80 pra lá. E um dos poucos talentos que me valem muito à pena, é esse senhor de 74 anos. Quem diria, nessa idade ainda faz tudo que faz?
Poucas vezes se vê uma mente tão inventiva e artística como a de Tom Zé, e junto a isso, estavam ao lado dele na época em que começava nada mais nada menos que Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, com os quais vai fundar o movimento tropicalista.
Nascido em Irará, cidade do interior da Bahia, mudou-se pra capital para estudar e fez música na federal da Bahia, encontrando-se com grande músicos que foram seus professores e contribuíram em grande parte para sua formação musical e intelectual.
Em 1968, ganha o prêmio de melhor música do festival da Record, que era o que todo músico mais desejava naquela época.
E foi a partir daí, depois de uma crítica recebida de Edu Lobo, que, segundo o próprio Tom Zé em depoimento para o documentário, começa a entrar em uma espécie de piração. É engraçado quando ele diz que queria que prêmio fosse como uma asma. Porque quando era criança, que estava com asma, a mãe o colocava no colo, fazia todas as suas vontades, dava chasinho, e então ele era o rei. e quando ganhou o prêmio, esperava ser acolhido da mesma forma, e quando recebeu a primeira crítica ( uma leve crítica, diga-se de passagem) não estava preparado. E tem a coragem de dizer que a partir daí até os anos 90, vai sabotar o seu trabalho. Afirmação essa que não concordo nenhum pouco. E, se me dá licença, Zé, vou até agradecer ao Edu Lobo por ter causado esta mudança na sua música.
È claro que Tom Zé já era muito bom no álbum de 1968, onde temos músicas com São São Paulo, Namorinho de Portão, Não Buzine que eu Estou paquerando, Parque Industrial e Quero Sambar Meu Bem.
Mas é depois daí que ele deixa de ser, digamos, um bunda branca e hoje poderia ser mais um caetano, mais um Gil, mais uma Bethânia (não que esses não foram maravilhosos em seus devidos momentos), mas é dái que ele vai buscar um lado mais contestador, alternativo, experimentalista, autêntico, áspero e genial. (me faltam um pouco as palavras pra definir)
Mas como ele pode dizer que se sabotou com Qualquer Bobagem ? Música que se basta pra um disco só. E junto dela Jimmy Renda-se, o começo de um experimentalismo (ele não gosta dessa expressão) que se repetiria por toda sua carreira.
Mas aí vem o disco Tom Zé de 1972, que eu tenho o vinil em casa e não me canso de ouvir com músicas com Menina Amanhã de Manhã, Dor e Dor, Senhor Cidadão, A Briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel (quer idéia melhor que essa??) e Se o caso é Chorar, entre outras. Louco ele tava mesmo, mas de achar que tudo isso não é mais que maravilhoso.
O mais difícil de assistir o documentário é ouvir as músicas e não dançar, porque tudo aquilo em envolvia de uma forma tão mágica e aquela música era tão boa e tão envolvente...mas aquilo não era Rocky Horror Show pra eu me levantar da poltrona do cinema e dançar...mas aguardo ansiosamente mais o show de meu querido Tom Zé pra dançar o Xique-Xique.
Fui no último show que ele fez aqui, um dos melhores shows da minha vida. É que é bem mais que um show de música. Quando ele fala é maravilhoso. Ele além de tudo é um cara muuuito inteligente. Mais que intelecto, tem uma perspicácia maravilhosa. E se rebola pra agradar o público, não é um Caetano, que se acha e fica quase que passivo em cima do palco. e as conclusões dele sobre o verdadeiro significado da música popular O Cravo e a Rosa?
Ele nos abre os olhos para o fato de que a música não é bem assim tão infantil e inocente como costumamos imaginar
vamos lá:
O cravo brigou com a rosa
-o que seria essa briga desses dois?
Debaixo de uma sacada
-escondidinhos, hein?
O cravo saíu ferido
-Huum...
E a rosa despetalada
-Foi mesmo?
Ai que em meus 74 anos eu tenha metade dessa energia...
Continuando...
Em 1973, o disco Todos os Olhos, trazia um...cu na capa, com uma bila(bola de gude)
introduzida em sua superfície, simulando um olho
Maravilhosa idéia (mais uma vez eu falando isso, porque será?)
E nesse disco, músicas como Brigitte Bardot, Augusta, Angélica e Consolação(ele fala das três ruas de São Paulo como se fossem mulheres) e Um Oh e um Ah.
Esse álbum, como se pode imaginar, não teve boa aceitação, e afastou ainda mais Tom Zé da mídia brasileira.
Em um momento do filme, a diretora pergunta o significado de uma dessas palavras inventadas por ele nas músicas. E ele diz que não havia encontrado uma palavra adequada pra definir uma festa e tinha inventado aquela palavra. Os nomes das músicas do álbum Estudando o Samba são bem assim: Mã, TOC, Tô, Vai!, Ui!...
E foi esse álbum que David Byrne, guitarrista da banda Talking Heads encontrou em um sebo e ficou fascinado com o trabalho do músico. Ele até fala no filme que, também por essas palavras inventadas e inexistentes, suas músicas são fáceis de ser aceitas em outros países, pois não precisa entender, basta ouvir. E pra sorte do nosso baiano, David Byrne o lançou no exterior com o disco de sua produção, "The best of Tom Zé" de 1990, que foi aclamado pela crítica e que ficou entre os 10 melhores da década em todo o mundo. sabe, gosto muito do Brasil e de ser brasileira, mas é decepcionante perceber o nível de ignorância do nosso povo, que tem um cara com o talento dele aqui e que pra que se perceba isso, o cara precisa ir pra fora. Apenas em 1999 Tom Zé volta a fazer algum sucesso no Brasil, com o CD "Com Defeito de Fabricação no Brasil". E trabalha duro, fazendo maravilhas em seus shows, para pagar as prestações de seu apartamento.
E Zezé de Camargo e Luciano, cheios de mansão e carros importados?
Recomendo muito a todos que não viram o documentário "Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?", que assistam, além de ser uma maravilhosa maneira de ver Tom Zé, a diretora faz um ótimo trabalho, até direção de arte e figurinos são bons, e é fácil e encontrar, é só dar uma googlada que tem pra baixar ou pra assistir no Youtube. e pra quem não conhece as músicas, recomendo demais que se ouça pelo menos as que foram citadas aqui.
Bom, minha paixão por música fica um pouco lá pra trás, dos anos 80 pra lá. E um dos poucos talentos que me valem muito à pena, é esse senhor de 74 anos. Quem diria, nessa idade ainda faz tudo que faz?
Poucas vezes se vê uma mente tão inventiva e artística como a de Tom Zé, e junto a isso, estavam ao lado dele na época em que começava nada mais nada menos que Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, com os quais vai fundar o movimento tropicalista.
Nascido em Irará, cidade do interior da Bahia, mudou-se pra capital para estudar e fez música na federal da Bahia, encontrando-se com grande músicos que foram seus professores e contribuíram em grande parte para sua formação musical e intelectual.
Em 1968, ganha o prêmio de melhor música do festival da Record, que era o que todo músico mais desejava naquela época.
E foi a partir daí, depois de uma crítica recebida de Edu Lobo, que, segundo o próprio Tom Zé em depoimento para o documentário, começa a entrar em uma espécie de piração. É engraçado quando ele diz que queria que prêmio fosse como uma asma. Porque quando era criança, que estava com asma, a mãe o colocava no colo, fazia todas as suas vontades, dava chasinho, e então ele era o rei. e quando ganhou o prêmio, esperava ser acolhido da mesma forma, e quando recebeu a primeira crítica ( uma leve crítica, diga-se de passagem) não estava preparado. E tem a coragem de dizer que a partir daí até os anos 90, vai sabotar o seu trabalho. Afirmação essa que não concordo nenhum pouco. E, se me dá licença, Zé, vou até agradecer ao Edu Lobo por ter causado esta mudança na sua música.
È claro que Tom Zé já era muito bom no álbum de 1968, onde temos músicas com São São Paulo, Namorinho de Portão, Não Buzine que eu Estou paquerando, Parque Industrial e Quero Sambar Meu Bem.
Mas é depois daí que ele deixa de ser, digamos, um bunda branca e hoje poderia ser mais um caetano, mais um Gil, mais uma Bethânia (não que esses não foram maravilhosos em seus devidos momentos), mas é dái que ele vai buscar um lado mais contestador, alternativo, experimentalista, autêntico, áspero e genial. (me faltam um pouco as palavras pra definir)
Mas como ele pode dizer que se sabotou com Qualquer Bobagem ? Música que se basta pra um disco só. E junto dela Jimmy Renda-se, o começo de um experimentalismo (ele não gosta dessa expressão) que se repetiria por toda sua carreira.
Mas aí vem o disco Tom Zé de 1972, que eu tenho o vinil em casa e não me canso de ouvir com músicas com Menina Amanhã de Manhã, Dor e Dor, Senhor Cidadão, A Briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel (quer idéia melhor que essa??) e Se o caso é Chorar, entre outras. Louco ele tava mesmo, mas de achar que tudo isso não é mais que maravilhoso.
O mais difícil de assistir o documentário é ouvir as músicas e não dançar, porque tudo aquilo em envolvia de uma forma tão mágica e aquela música era tão boa e tão envolvente...mas aquilo não era Rocky Horror Show pra eu me levantar da poltrona do cinema e dançar...mas aguardo ansiosamente mais o show de meu querido Tom Zé pra dançar o Xique-Xique.
Fui no último show que ele fez aqui, um dos melhores shows da minha vida. É que é bem mais que um show de música. Quando ele fala é maravilhoso. Ele além de tudo é um cara muuuito inteligente. Mais que intelecto, tem uma perspicácia maravilhosa. E se rebola pra agradar o público, não é um Caetano, que se acha e fica quase que passivo em cima do palco. e as conclusões dele sobre o verdadeiro significado da música popular O Cravo e a Rosa?
Ele nos abre os olhos para o fato de que a música não é bem assim tão infantil e inocente como costumamos imaginar
vamos lá:
O cravo brigou com a rosa
-o que seria essa briga desses dois?
Debaixo de uma sacada
-escondidinhos, hein?
O cravo saíu ferido
-Huum...
E a rosa despetalada
-Foi mesmo?
Ai que em meus 74 anos eu tenha metade dessa energia...
Continuando...
Em 1973, o disco Todos os Olhos, trazia um...cu na capa, com uma bila(bola de gude)
introduzida em sua superfície, simulando um olho
Maravilhosa idéia (mais uma vez eu falando isso, porque será?)
E nesse disco, músicas como Brigitte Bardot, Augusta, Angélica e Consolação(ele fala das três ruas de São Paulo como se fossem mulheres) e Um Oh e um Ah.
Esse álbum, como se pode imaginar, não teve boa aceitação, e afastou ainda mais Tom Zé da mídia brasileira.
Em um momento do filme, a diretora pergunta o significado de uma dessas palavras inventadas por ele nas músicas. E ele diz que não havia encontrado uma palavra adequada pra definir uma festa e tinha inventado aquela palavra. Os nomes das músicas do álbum Estudando o Samba são bem assim: Mã, TOC, Tô, Vai!, Ui!...
E foi esse álbum que David Byrne, guitarrista da banda Talking Heads encontrou em um sebo e ficou fascinado com o trabalho do músico. Ele até fala no filme que, também por essas palavras inventadas e inexistentes, suas músicas são fáceis de ser aceitas em outros países, pois não precisa entender, basta ouvir. E pra sorte do nosso baiano, David Byrne o lançou no exterior com o disco de sua produção, "The best of Tom Zé" de 1990, que foi aclamado pela crítica e que ficou entre os 10 melhores da década em todo o mundo. sabe, gosto muito do Brasil e de ser brasileira, mas é decepcionante perceber o nível de ignorância do nosso povo, que tem um cara com o talento dele aqui e que pra que se perceba isso, o cara precisa ir pra fora. Apenas em 1999 Tom Zé volta a fazer algum sucesso no Brasil, com o CD "Com Defeito de Fabricação no Brasil". E trabalha duro, fazendo maravilhas em seus shows, para pagar as prestações de seu apartamento.
E Zezé de Camargo e Luciano, cheios de mansão e carros importados?
Recomendo muito a todos que não viram o documentário "Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?", que assistam, além de ser uma maravilhosa maneira de ver Tom Zé, a diretora faz um ótimo trabalho, até direção de arte e figurinos são bons, e é fácil e encontrar, é só dar uma googlada que tem pra baixar ou pra assistir no Youtube. e pra quem não conhece as músicas, recomendo demais que se ouça pelo menos as que foram citadas aqui.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Woody Allen por ele mesmo
A segunda parte da mostra Woody Allen por ele mesmo acontece ao longo deste mês na Vila das Artes, com os filmes feitos nos anos 90.
A programação está um dia atrasada por conta da copa, e hoje, o filme a ser exibido é
"Maridos e Esposas" (EUA, 1992)
"É um falso documentário sobre matrimônios. As reais inseguranças dos casais são expostas sem julgamento, os fatos são contados sem que se busque o dono da razão"
Esse certamente é o assunto preferido de Allen, mas normalmente o tema se mistura a outras tramas. dessa vez, o veremos falando abertamente sobre o assunto através da idéia brilhante de fazer um falso documentário (esse não é o seu primeiro).
Hoje, dia 9, sexta -feira, às 18h30 na Vila das Artes
E continua nesse mês de Julho, sempre às quintas e sextas, no mesmo horário
Alguns filmes que indico:
Dia15
"Um Misterioso assassinato em Manhattan"(EUA, 1993)
Suspense em homenagem a Hitchcock
Dia16
"Tiros na Broadway" (EUA, 1994)
Recebeu sete indicações ao Oscar
Dia 29
"Desconstruindo Harry (EUA, 1997)
Woody Allen faz o papel de um escritor que acaba levando problemas de sua vida para a ficção.
E às quartas-feiras também tem cineclube na Vila das Artes, também às 18h30
Programação:
Dia 14
"Sombras", de John Cassavetes
Dia 21
Down by law, de Jim Jarmusch
A programação está um dia atrasada por conta da copa, e hoje, o filme a ser exibido é
"Maridos e Esposas" (EUA, 1992)
"É um falso documentário sobre matrimônios. As reais inseguranças dos casais são expostas sem julgamento, os fatos são contados sem que se busque o dono da razão"
Esse certamente é o assunto preferido de Allen, mas normalmente o tema se mistura a outras tramas. dessa vez, o veremos falando abertamente sobre o assunto através da idéia brilhante de fazer um falso documentário (esse não é o seu primeiro).
Hoje, dia 9, sexta -feira, às 18h30 na Vila das Artes
E continua nesse mês de Julho, sempre às quintas e sextas, no mesmo horário
Alguns filmes que indico:
Dia15
"Um Misterioso assassinato em Manhattan"(EUA, 1993)
Suspense em homenagem a Hitchcock
Dia16
"Tiros na Broadway" (EUA, 1994)
Recebeu sete indicações ao Oscar
Dia 29
"Desconstruindo Harry (EUA, 1997)
Woody Allen faz o papel de um escritor que acaba levando problemas de sua vida para a ficção.
E às quartas-feiras também tem cineclube na Vila das Artes, também às 18h30
Programação:
Dia 14
"Sombras", de John Cassavetes
Dia 21
Down by law, de Jim Jarmusch
Dia 28
"Stalker" de Andrei Tarkovski
Vila das Artes - Rua 24 de Maio, 1221, Centro
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Cinema com música
Nesse sábado, dia 10, às 16 horas, o cineclube do dragão do Mar exibe a mostra Sonoridades Inovadoras, no auditório que fica em cima dos cinemas,
com os filmes ;
Hermeto Campeão
Documentário, 35 min.1981, SP
Direção e roteiro: Thomaz Farkas
O filme evoca a inspiração, a maneira de compor e os pontos de vista deste grande músico brasileiro. Os componentes do conjunto fazem um pequeno depoimento do que é tocar com Hermeto.
Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?
Documentário, 48 min.2000, SP
Dir.:Carla Gallo
Elenco: depoimentos de Tom Zé e Hans-Joachim Koellreutter
"Se Hermeto é menos carisma verbal e mais uma imagem em cena, Tom Zé ou Quem irá Colocar uma Dinamite na Cabeça do Século? lida com o contrário. Tom Zé é falante, tem uma performance oral e corporal, além de, ao contrário de Hermeto, possuir capacidade de auto-análise. Esse show da fala de Tom Zé, com virtuosismos de fabulador ao narrar as histórias de sua infância, revela um núcleo “olho no olho”, com trechos captados no estúdio pautando a dinâmica visual (entrevistas, improvisos musicais, performances). A mobilidade desse núcleo “interno e interativo”, centrado nas retórica e no carisma de Tom Zé, é perseguida pelas mudanças de ângulo e de distância da câmera.
Se Hermeto é a invenção pela qual a câmera está à espera, não sem ansiedade, porque aguarda o futuro imediato daquele momento (o estar por vir), Tom Zé carrega em sua ansiedade todo o rastro de um passado, com o qual está sempre a acertar contas. Procura-se uma perspectiva retroativa, de quem viveu um processo e tenta tirar alguma lição daquilo, com passado e presente conectados por imagens de arquivo, por sua vez em diálogo com imagens contemporâneas. Hermeto é mostrado por Farkas. Tom Zé é codificado, decodificado e ritualizado por Carla Gallo."
Cléber Eduardo
Pela qualidade desses dois músicos, vale á pena dar uma passada por lá
com os filmes ;
Hermeto Campeão
Documentário, 35 min.1981, SP
Direção e roteiro: Thomaz Farkas
O filme evoca a inspiração, a maneira de compor e os pontos de vista deste grande músico brasileiro. Os componentes do conjunto fazem um pequeno depoimento do que é tocar com Hermeto.
Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?
Documentário, 48 min.2000, SP
Dir.:Carla Gallo
Elenco: depoimentos de Tom Zé e Hans-Joachim Koellreutter
"Se Hermeto é menos carisma verbal e mais uma imagem em cena, Tom Zé ou Quem irá Colocar uma Dinamite na Cabeça do Século? lida com o contrário. Tom Zé é falante, tem uma performance oral e corporal, além de, ao contrário de Hermeto, possuir capacidade de auto-análise. Esse show da fala de Tom Zé, com virtuosismos de fabulador ao narrar as histórias de sua infância, revela um núcleo “olho no olho”, com trechos captados no estúdio pautando a dinâmica visual (entrevistas, improvisos musicais, performances). A mobilidade desse núcleo “interno e interativo”, centrado nas retórica e no carisma de Tom Zé, é perseguida pelas mudanças de ângulo e de distância da câmera.
Se Hermeto é a invenção pela qual a câmera está à espera, não sem ansiedade, porque aguarda o futuro imediato daquele momento (o estar por vir), Tom Zé carrega em sua ansiedade todo o rastro de um passado, com o qual está sempre a acertar contas. Procura-se uma perspectiva retroativa, de quem viveu um processo e tenta tirar alguma lição daquilo, com passado e presente conectados por imagens de arquivo, por sua vez em diálogo com imagens contemporâneas. Hermeto é mostrado por Farkas. Tom Zé é codificado, decodificado e ritualizado por Carla Gallo."
Cléber Eduardo
Pela qualidade desses dois músicos, vale á pena dar uma passada por lá
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Crepúsculo do meu Quintal
Quando estava pensando em um tema para um ensaio, pensei em todo dia fotografar o pôr-do-sol do meu quintal
fiz isso apenas em um dia, mas o resultado foi surpreendente
Tenho que fazer mais vezes, quem sabe não dá uma exposição?
Aproveitando também o ensejo, para o dia em que o Brasil perdeu na copa, o crepúsculo:
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Figurino da Melina em Passione
Vou assumir: sou noveleira mesmo... adoro ficar deitada antes de dormir assistindo a novela das oito, seja ela boa ou ruim, eu me acostumo.
E olha, posso dizer que há muito tempo eu não via uma personagem de estilo tão vanguarda quanto a Melina de Passione. sabemos nós que a TV, principalmente a rede Globo, é um canal de veiculação da mídia, e como o grande público não costuma absorver certas tendências mais ousadas, o que se vê na TV é aquela coisa bem voltada pro comercial, do tipo, ela usaria, minha mãe e minha tia também.
E é muito bacana quando o figurinista tem a oportunidade de vestir uma personagem como a Melina, que faz o papel de estilista na novela. e a figurinista se deixa levar pela oportunidade com muita criatividade, bom gosto e harmonia, apesar do cabelo esquisitinho que não valoriza nem um pouco o lindo rosto da atriz - penso que pode ser proposital, já que ela é uma mulher rejeitada pelo homem que ama, então, se ela fosse muito mais linda, ia ficar um pouco inacreditável, ela mantém então um ar mais distante do comum, o que eu falei, sempre vanguardista.
Assim mesmo, a personagem já está entre as primeiras do ranking de pedidos na Central de Atendimento da Globo, e dessa vez funcionou demais mostrar um estilo um pouco fora do senso comum.
E foi desde a primeira vez que eu a vi na novela que ela despertou minha atenção, usando um colete antes impensável por mim - surpreendente e liindo! Amei. adoraria ter criado algo assim.
E olha, posso dizer que há muito tempo eu não via uma personagem de estilo tão vanguarda quanto a Melina de Passione. sabemos nós que a TV, principalmente a rede Globo, é um canal de veiculação da mídia, e como o grande público não costuma absorver certas tendências mais ousadas, o que se vê na TV é aquela coisa bem voltada pro comercial, do tipo, ela usaria, minha mãe e minha tia também.
E é muito bacana quando o figurinista tem a oportunidade de vestir uma personagem como a Melina, que faz o papel de estilista na novela. e a figurinista se deixa levar pela oportunidade com muita criatividade, bom gosto e harmonia, apesar do cabelo esquisitinho que não valoriza nem um pouco o lindo rosto da atriz - penso que pode ser proposital, já que ela é uma mulher rejeitada pelo homem que ama, então, se ela fosse muito mais linda, ia ficar um pouco inacreditável, ela mantém então um ar mais distante do comum, o que eu falei, sempre vanguardista.
Assim mesmo, a personagem já está entre as primeiras do ranking de pedidos na Central de Atendimento da Globo, e dessa vez funcionou demais mostrar um estilo um pouco fora do senso comum.
E foi desde a primeira vez que eu a vi na novela que ela despertou minha atenção, usando um colete antes impensável por mim - surpreendente e liindo! Amei. adoraria ter criado algo assim.
A foto tá péssima, mas é um colete Jean todo recortado e montado. Essa foi a primeira cena dela na novela. Para aqueles que acreditam que a primeira impressão é a que fica. Em um figurino, assim como em um cenário, são distribuídas várias fontes intencionais de informações sobre o personagem, que muitas vezes nem percebemos, mas estão lá. Olha o sapato! Ou seja: rica, fina, elegante, moderna e estilista.Além disso, ela tinha acabado de chegar de uma temporada na França e o look dela precisa demonstrar a influência que isso causou na sua maneira de vestir.
O colete é da Essenciale.
A atriz Mayana Moura, que tem seu primeiro grande papel na televisão, era modelo e já foi cantora de uma banda punk. Teve aulas com Glória Colho para compor sua personagem, que segue um estilo bem inspirado na estilista. Acho a personagem bem parecida com a própria atriz, que pegou um vestido de brechó para ir à São Paulo fashion Week, sobrepondo um casaco de couro e pra fechar umas botas cano longo douradas que não aparecem na foto =/, mas tá na capa da Quem.
Segundo os figurinistas da novela, o estilo de melina é biker, caracterizado pelos casacos de neoprene, calças legging e ankle boots.
Blusa Glória Coelho
Não encontrei foto melhor, mas esse é um macacão que ela usou em um encontro com Fred onde ela foge um pouco do pretinho não muito básico. Outro exemplo legal dessa fuga é uma blusa azul escura manchada como se fosse por água sanitária que até eu que não costumo ser uma vítima da mídia televisiva a tomei como objeto de desejo.
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